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08.07.2018 | 08h00

Silval diz ter deixado R$ 4 bilhões em caixa e obras para Taques só 'pregar placas'

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O ex-governador Silval Barbosa acusou o atual gestor do Estado, Pedro Taques (PSDB), de ter começado seu governo mentindo a respeito da herança recebida em 2015, com relação às finanças. “Deixei aproximadamente R$ 4 bilhões ainda pra serem investidos no governo Pedro Taques. Ele já entrou mentindo, ele fala que eu deixei R$ 25 mil em caixa, ele falou pra todo mundo”, reclamou Silval durante sua passagem pela Controladoria Geral do Estado (CGE), onde prestou depoimento sobre em processos administrativos sobre fraudes em sua gestão.

Marcus Vaillant

Silval Barbosa

Segundo o ex-governador, as contas que apresentou no final da gestão, em 2014, mostram que ele deixou valores superiores aos alegados por Taques. “Eu deixei, só na conta do Banco do Brasil, R$ 610 milhões dia 31 de dezembro, eu tenho o número das contas e quais os valores tinham nas contas que ficou para o governo de saldo em dinheiro. O que ficou de resto a pagar não dava R$ 400 milhões. Só a Lei Kandir que ele recebeu em 2015 é mais de R$ 400 milhões”, afirma Silval.

Barbosa também destaca que teve um bom relacionamento com o governo federal, o que garantiu que os R$ 4 bilhões fossem obtidos e deixados em convênios já assinados, somente para serem executados, citando obras como das pontes de concreto, do Mato Grosso Integrado (que se transformou em Pró Estradas) e do Complexo da Salgadeira.

“O governo teve a oportunidade de suceder com caixa cheio, além de ter recursos em contas, teve vários convênios pra serem executados e pregar placas. O que ele faz aí é terminar minhas obras, ou executar e gastar o dinheiro que nós deixamos e pregar a placa dele”, disse indignado.

Piora na gestão

Silval Barbosa ainda concordou com as críticas feitas por ex-aliados de Pedro Taques, como os ex-prefeitos  Mauro Mendes (DEM), de Cuiabá, e Otaviano Pivetta (PDT), de Lucas do Rio Verde, de que o atual governo está com as finanças piores do que foram encontradas no início do governo em janeiro de 2015. Para Silval, as críticas desses políticos não são eleitoreiras pelo fato de ambos se colocarem como pré-candidatos ao governo neste ano, e portanto, serem adversários de Taques. 

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“Com certeza, não é. É que o Mauro entende de administração, o Mauro é empresário. O Mauro era aliado dele, então ele pode falar com propriedade porque o Mauro acompanhava bem o governo Pedro Taques, até por ser aliado pra poder falar algum dia. O Pivetta é um empresário, conhece bem o que é gestão, era aliado, era coordenador de campanha. Então, eles falam com propriedade. Se ficou isso é porque eles têm os números”, disse.

Incentivos fiscais

Outro exemplo dado pelos adversários de Taques e ressaltado por Silval Barbosa envolve os incentivos fiscais. “Dizem que eu abri mão de R$ 1,2 bilhão de incentivos, de concessão de benefícios para as empresas. Agora eles falam que a própria Fazenda já divulgou que é R$ 3,5 bilhões de incentivos. Então, qual é a diferença? Por que eu que sou o responsável de tudo? Hoje qualquer coisa que acontece eu que sou o responsável”, rebateu.

Silval lembrou que o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone (PSDB) é citado por ele em sua delação premiada firmada com o Ministério Público Federal. Avalone é sócio da empresa Três Irmãos, e acusado pelo ex-governador de ter entregue cheques de R$ 2 milhões em propina, em troca de contratos do programa de pavimentação de rodovias “Mato Grosso Integrado”. Em fevereiro do ano passado, ele e sua empresa foram alvos da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal.

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“A Três Irmãos está na minha delação. Falei que eu paguei contas que eu avalizei da Três Irmãos, paguei através de recursos de incentivos e hoje, até poucos dias, o secretário Avalone cuida dos incentivos do Estado! Isso está na minha delação, é pública, foi afastado o sigilo. Então, ele sabe de tudo isso, trabalhando no governo normalmente, é o governo da transformação”, ironizou Silval.  

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