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09.03.2018 | 10h29

Prefeito 'foge' de CPI e não explica dinheiro no paletó; aliados rejeitam novas oitivas

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Chico Ferreira

Emanuel Pinheiro disse que não vai na CPI explicar o vídeo onde recebe dinheiro e guarda no paletó

Atualizada às 11h39 - O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Paletó) avisou que não vai comparecer à Câmara Municipal para esclarecer sobre o vídeo em que aparece recebendo maços de dinheiro e guardando no bolso do paletó. O ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio César Corrêa Araújo, além de entregar o dinheiro no Palácio Paiaguás, gravou tudo com uma câmera escondida. Os fatos ocorreram em 2013, época em que Pinheiro era deputado estadual.

A informação de que Emanuel não vai se explicar aos membros da CPI foi repassada pelo advogado André Stumpf, responsável pela defesa do prefeito. Ele comunicou diretamente aos membros da Comissão, os vereadores Marcelo Bussiki (PSB), Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV), na manhã desta sexta-feira (9).

Após o comunicado do advogado, dois dos membros da CPI, Adevair Cabral que é relator e Mário Nadaf que ocupa a função de membro titular, aprovaram que o convite ao prefeito seja mantido, mesmo sabendo que não terá efeito. Essa foi uma das duas medidas aprovadas por eles dentre os 11 requerimentos analisados. 

A defesa também desistiu da oitiva do empresário Marco Polo Pinheiro, o Popó, que é irmão de Emanuel e dono do Instituto Mark de Pesquisa, o que também foi aprovado por Adevair e Nadaf. A empresa se insere no contexto da investigação porque ao negar que o dinheiro recebido de Sílvio Corrêa se tratava de propina, afirmou que era referente ao pagamento de pesquisas eleitorais feitas pelo irmão.

Outros vereadores não concordaram com o posicionamento de Adevair e Nadaf e se manifestaram contra seus posicionamentos. Na votação, o presidente da CPI, Marcelo Bussiki foi voto vencido.

Indeferimentos

A sessão da CPI do Paletó foi marcada por indeferimentos em série por parte do relator Adevair e de Mário Nadaf. Eles negaram pedidos de novas oitivas para questionar deputados e ex-parlamentares que foram citados por Silval Barbosa como beneficiários da propina, cujos pagamentos foram gravados e juntados em sua delação premiada firmada junto ao Ministério Público Federal (MPF) e homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Dentre as pessoas que foram requisitadas, estavam o ex-presidente da Assembléia Legislativa José Riva, o deputado Adalto de Freitas (SD), entre outros políticos. Também ficaram impedidas as realizações de acareação entre Sílvio César Corrêa e o ex-secretário de Estado Alan Zanatta e o ex-servidor do Estado Valdecir Cardoso. Os 3 já foram ouvidos e apresentaram versões controversas sobre os mesmos fatos.

Pedido de anulação

O verador Dilemário Alencar (Pros) considerou absurdas as decisões de Adevair e Nadaf e afirmou que vai protocolar pedido de anulação da votação que impediu que novas oitivas sejam feitas. Ele classificou a votação como uma "operação abafa".

Os vereadores Felipe Welaton (PV) e Toninho de Souza (PSD) se manifestaram contra as decisões tomadas pela comissão. Welaton classificou a sessão como a "morte da CPI". Depois de rejeitar vários pedidos de novas oitivas e decidirem favoravelmente ao prefeito, Adevair e Nadaf saíram do plenário sem falar com a imprensa, praticamente fugindo dos jornalistas. Em seguida, Nadaf retornou e falou com os jornalistas, negando que a CPI tenha sido prejudicada, uma vez que "o relator já tem seu convencimento e vai trazer a verdade real". Ao flagrar, posteriormente, Adevair Cabral saindo da Câmara, o Gazeta Digital questionou se ele fugiu da imprensa e o mesmo respondeu, irritado, que "não foge de ninguém", afirmou que só vai se manifestar no relatório e que é seu direito não dar entrevista, no momento.  

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