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06.07.2018 | 08h10

Plugin criado por publicitário eterniza Câmara como 'Casa dos Horrores'

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Gazeta Digital

Ainda que todos os jornais, sites e emissoras de Cuiabá, de Mato Grosso, do Brasil ou até do mundo inteiro deixem de chamar a Câmara de Cuiabá de ‘Casa dos Horrores’, uma tecnologia simples promete eternizar o apelido. Trata-se de um plugin - uma extensão para navegadores de internet - criado pelo publicitário Fred Fagundes, que troca o nome oficial do Legislativo pelo codinome quando pesquisado em sites de busca como o Google.

O programa começa a funcionar nesta sexta-feira (6) e pode ser acessado e instalado através deste link: https://nesse.link/casadoshorrores. O internauta também pode encontrar o aplicativo na loja de extensões do Google, basta procurar por ‘Câmara de Cuiabá’ na aba de pesquisa.

Quando instalado, o programa faz uma troca automática da palavra em qualquer página da internet que cite a Câmara de Cuiabá. Fred contou que a ideia surgiu depois que ele soube da decisão da Mesa Diretora de proibir a imprensa de usar o apelido jocoso. ‘Eu vi que eles estavam fazendo isso e fui pesquisar sobre a minha ideia, percebi que era fácil fazer um plugin desses. Fiz bem rápido’, conta.

João Vieira

Justino Malheiros é o atual presidente da Casa dos Horrores e tenta ser reeleito via manobra

Se a ideia cibernética de Fred der certo, é provável que a imprensa possa continuar escrevendo normalmente a denominação oficial. O leitor antenado, no entanto, vai sempre ler o apelido que rememora os diversos escândalos atabalhoados a que a ‘Casa’ foi submetida nos últimos anos.

‘A grande revolta é com essa atitude de notificar os jornais, como se essa determinação fizesse com que os eleitores parassem de usar este nome. De agora em diante, mesmo se a imprensa aceitar, as pessoas vão continuar lendo Casa dos Horrores na internet’, brincou o publicitário.

Casa dos Horrores

Otmar de Oliveira

O epíteto utilizado contra o Legislativo de Cuiabá não é novo. Cinco dos seus mais recentes ex-presidentes foram acusados pelo Ministério Público Estadual (MP) por atos de corrupção ou improbidade administrativa. Apenas um dele, o ex-vereador João Emanuel, foi efetivamente condenado e preso. O ex-vereador Júlio Pinheiro, que morreu sendo acusado de maquear o pagamento ilegal de verba indenizatória aos colegas, também está nesta lista.

O atual comandante da Casa, Justino Malheiros (PV), deu início a uma campanha para acabar com a propagação do famoso codinome. Para isso, tem notificado extrajudicialmente jornais, portais de notícias e emissoras de rádio e televisão da Capital. A empreitada de cunho político e jurídico tem em sua vanguarda o procurador-geral do Legislativo, Lenine Póvoas. Ele argumenta que o termo pune a instituição em detrimento de pessoas que praticam ilegalidades ou irregularidades.

‘O que a atual gestão está fazendo não é cercear a imprensa, é apenas individualizar estes atos para evitar que todos tenham prejuízo a sua honra e a sua dignidade. O que está acontecendo é uma tentativa de destruir e desconstruir por completo a imagem do Poder Legislativo municipal’, defendeu em entrevista à TV Vila Real.  

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