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12.07.2018 | 16h50

Não existe juiz na política, diz Nilson Leitão ao rebater Selma Arruda

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Diante de restrições que a pré-candidata ao Senado, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL), vem apresentando nas conversas para formação de chapa, como não se aliar a investigados ou processados por corrupção, o também pré-candidato ao Senado, deputado federal Nilson Leitão (PSDB), disse que “não existe juiz na política, existe político na política”, defendendo que a magistrada assuma postura de política.

Otmar de Oliveira

Deputado Nilson Leitão

“Ela agora é política, ela não é mais juíza. Como juíza, ela julga, na política, você não pode ficar julgando muito. Você tem que fazer política, conviver com os diferentes, compreender que tem uma regra pra ser candidato e todos os candidatos que passarem por essa regra não podem mais ser julgados por qualquer um que seja”, disse ao Gazeta Digital nesta quinta-feira (12).

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Leitão ponderou que Selma é livre para ter suas convicções, mas também apontou seu direito em criticar. “A opinião dela em relação a comportamento e a caráter é um direito que ela tem, assim como eu tenho o direito de criticar quem eu quiser, se eu não concordar com aquele comportamento. O que não pode fazer é pré-julgamento”, cutucou, apontando que a postura da pré-candidata pode prejudicá-la na política.

Aliança

Questionado se não teria o receio de perder espaço para Selma Arruda, caso ela aceite o convite do governador Pedro Taques (PSDB) para compor uma aliança, já que ambos concorrem à mesma vaga, ou seja, uma cadeira no Senado, Nilson Leitão se mostrou pouco preocupado com a popularidade adquirida pela juíza aposentada, quando atuava no combate à corrupção.

Chico Ferreira

Juíza Selma Arruda

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“Não tenho veto a nenhum nome. Quem não tem competência não se estabelece. Eu sou candidato a senador pela minha história, pelos meus serviços prestados, pelo que eu já consegui ocupar de espaço no Congresso Nacional e hoje sou líder de uma bancada nacional que tem candidatura a presidente da República importante. E acho que só consigo me candidatar a alguma coisa em 2018 com a história do meu trabalho, do meu serviço prestado”, afirmou.

Confiante, o tucano asseverou que não tem que provar o que vai fazer, pois segundo ele, o mais importante é ser eleito. “Já fiz e vou continuar fazendo. E qualquer um pode compor essa chapa, eu não tenho nenhum problema em relação a isso. Eu não tenho que ser o principal ou o menos principal, eu tenho que ser o mais votado, apenas isso”.  

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