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07.05.2018 | 12h30

Me deixem trabalhar, diz Taques ao rejeitar desafio para comparar gestões

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Chico Ferreira

O governador Pedro Taques (PSDB) recorreu ao estilo "Lulinha Paz e Amor" e evitou prolongar a troca de "alfinetadas" com o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM), seu ex-aliado político. "Não quero fazer comparação e não estou preocupado com eleição agora. Eu tô preocupado em continuar trabalhando e administrar Mato Grosso", disse Taques na manhã desta segunda-feira (7) durante a assinatura da ordem de serviço para construção do Centro de Inovação do Parque Tecnológico em Várzea Grande.

A resposta foi direcionada a Mauro Mendes, que na semana passada desafiou o governador a comparar números entre a sua gestão como prefeito (2013-2016) com os dados do governo Taques (2015-2018). "É simples. Basta ver como peguei a prefeitura de Cuiabá, vamos ver o balanço lá de 2012, que foi o ano que foi me entregue, no início de 2013 e ver como foi entregue em 2016", disse Mendes.

Leia também - Mendes desafia Taques a comparar gestão de cada um e diz que crise já passou

A "troca de farpas" começou em abril, quando Mendes disse que o governador deixaria o Estado "quebrado financeiramente" para a próxima gestão. Taques ironizou a declaração do ex-prefeito dizendo que "algumas empresas quebram também por fracasso”, fazendo alusão às empresas Mavi Engenharia e Construções, Bipar Investimentos e Participações S/A, Bipar Energia S/A e Bimetal Indústria Metalúrgica, de propriedade de Mendes estarem em recuperação judicial com dívidas de R$ 100 milhões.

"Os adversários podem criticar à vontade, só me deixem trabalhar. Só isso", continuou Taques.

Mauro Mendes está entre os 31 ex-aliados de Taques que assinaram o manifesto "porque não apoiamos a reeleição do governador Pedro Taques", divulgado semanas atrás.

“Acreditamos que, em 2014, Pedro Taques seria corajoso para tomar as medidas necessárias de transformação que a população tanto almejava, não fez. Com o passar do tempo e com profunda tristeza, constatamos que nada disso ou muito pouco aconteceu”, diz trecho do manifesto.

Chico Ferreira

O documento cita que a “marca” do governo foi passar parte de sua gestão “olhando para o retrovisor” e “culpando a administração anterior”, enquanto o Estado sofria com a crise sem que Taques se propusesse a discutir alternativas e implantar soluções para resolver o problema.

O manifesto destaca ainda que Taques teve a maior rotatividade de secretários da “história do governo do Estado”, em razão de inúmeros desses terem sido presos em escândalos de corrupção do governo. Entre eles estariam a “grampolândia pantaneira”, desvio de verbas da Educação e desvio de finalidade do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). 

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