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15.05.2018 | 12h01

Botelho prioriza fundo de estabilização que destina recursos à saúde

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O projeto de criação do Fundo Emergencial de Estabilidade Fiscal (FEEF), em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve ir à votação no Plenário ainda nesta semana, de acordo com o presidente da Casa, Eduardo Botelho (DEM), que recebeu representantes de 5 hospitais filantrópicos de Cuiabá e Rondonópolis, na manhã desta terça-feira (15).

João Vieira

Deputado Eduardo Botelho

Eles reivindicam a destinação de parte dos cerca de R$ 183 milhões previstos para serem arrecadados com a FEEF até maio de 2019. Conforme já divulgado pelo Gazeta Digital, Executivo e Legislativo já acordaram que os recursos serão totalmente voltados para a saúde pública.

Leia também - Fundo emergencial será destinado para a saúde, diz Botelho

“Eles estão passando por esses momentos de fecha-abre, estão realmente capengando. E com a criação desse fundo seria uma oportunidade de gerar uma receita que seria certa pra eles, desde que fosse inserido no projeto. Nós estamos conversando, eu acho que é perfeitamente possível. Já tive uma discussão disso com o governador. A princípio ele concorda também, quer ajudar os hospitais filantrópicos”, disse Botelho ao Gazeta Digital.

A respeito da urgência na tramitação, o presidente do Poder Legislativo estadual afirmou que todos os parlamentares estão conscientes da necessidade de rapidez no caso. “Sim, é necessário. A saúde está na UTI. Quero ver se nós colocamos em votação essa semana ainda, façamos a 1ª votação, a 2ª talvez”, disse, destacando que o projeto está com dispensa de pauta, o que facilita a ida para votação em plenário.

João Vieira

Reunião da Presidência da ALMT com representantes de hospitais filantrópicos

 

De acordo com o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehos-MT), Antônio Preza, atualmente, as unidades convivem com um deficit mensal de cerca de R$ 5 milhões, que foi o valor solicitado pela entidade para que seja inserido no projeto do fundo de estabilização, mas ainda não há acordo sobre isso. “Estamos chegando num número que seja um valor que o Estado suporte e que dê para os hospitais respirarem”, afirmou.

João Vieira

Antônio Preza

O médico e gestor explica que o deficit existe porque os valores repassados pelo Estado aos hospitais filantrópicos são baseados na tabela do Sistema Únicos de Saúde (SUS), que cobre cerca de 60% dos custos dos atendimentos. Os demais 40% estão sendo suportados por meio de empréstimos bancários, porem, a capacidade de endividamento está no limite.

Preza admite que, por ser temporário, o fundo de estabilização não resolve definitivamente o problema. Mas destaca que as unidades estão buscando outras alternativas para não dependerem tanto do SUS e que, por hora, os recursos do fundo seriam um alívio.

“Agora nós precisamos é de oxigênio no pulmão porque a gente está numa situação financeira muito ruim. Esses recursos que viriam por 2 anos é um período que dá pra gente respirar”, ponderou. 

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