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19.04.2018 | 17h25

Politraumatismo craniano matou verdureiro, aponta laudo da Politec

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Veículo do casal de médicos Letícia Bortolini e Aritony Menezes que atropelou verdureiro.

Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) aponta que a causa da morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, foi politraumatismo craniano. Ou seja, a vítima morreu em razão de várias lesões na cabeça que levaram ao traumatismo encefálico.

O trabalhador foi atropelado, na noite do último sábado (14), por um Jeep Compass ocupado pelo casal de médicos Letícia Bortolini, 37, e Aritony de Alencar Menezes, 37. A mulher era quem dirigia o veículo e estaria embriagada. Após o acidente, ambos fugiram do local sem prestar socorro.

De acordo com a Politec, o resultado  ainda precisa ser finalizado, porém as informações sobre a causa determinante da morte já consta no sistema da Polícia Civil. O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), responsável pelo caso, tem prazo de 30 dias para concluir o inquérito.  

No entanto, Cabral já afirmou que pretende encerrar o caso o mais breve possível, para que os investigados possam responder pelos crimes que cometeram sem que recebam benefícios penais em detrimento do tempo.

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Letícia Bortolini, 37, ficou dois dias presa por fugir do local e não prestar socorro a vítima. Segundo BO, ela estaria embriagada. 

“O caso dela enquadrou na legislação atual, então a pena é pequena, então se estendermos muito a gente vai acabar brindando ela com a impunidade. Fazemos o serviço com rapidez e eficiência para que a médica possa responder pelo crime dentro do menor prazo possível”, disse o delegado ao Gazeta Digital.

Dos laudos periciais sob a responsabilidade da Politec, segundo o diretor do órgão, João Marcos, só resta ficar pronto o resultado que vai dizer se a vítima estava embrigada ou não. “Em todos os casos de morte em trânsito é feito exame de sangue da vítima e o de necropsia, conforme o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), independente da situação. Assim como também é feito o exame de alcoolemia no agressor”, explica.

Em relação ao exame de embriaguez realizado na acusada, o resultado já saiu e deu negativo. Agora são feitas as análises das imagens de câmeras de segurança sobre o momento do acidente.

Como todas as testemunhas do caso já foram ouvidas, falta apenas o resultados dos exames e análise de imagens serem finalizados para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público Estadual (MPE).

O caso - O caso foi registrado por volta das 19h50 do dia 14 de abril quando o Jeep com o casal de médicos atropelou o trabalhador que chegava próximo do canteiro central da Avenida Miguel Sutil. Após o acidente nenhum dos ocupantes parou para prestar socorro.

Testemunhas que presenciaram o fato ligaram na delegacia e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas o óbito foi confirmado.

Depois de receber as características do veículo, a PM saiu à procura e localizou a motorista e o passageiro em um condomínio no bairro Jardim Itália. De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, a mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela estava com os olhos vermelhos e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Porém, foi levada a Central de Flagrantes, onde foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa e de lá encaminhada para a  audiência de custódia onde a magistrada plantonista não arbitrou fiança e converteu flagrante em prisão preventiva.

Letícia chegou a ficar presa por 2 dias na Penitenciária Ana Maria do Couto May até conseguir a revogação da prisão. No entanto, a médica deve cumprir algumas medidas cautelares.  

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