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17.04.2018 | 18h15

Médico envolvido em acidente diz que dormia e não viu atropelamento

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João Vieira

Médico prestou depoimento acompanhado de 3 advogados

Em depoimento à Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), o médico Aritony de Alencar Menezes, 37, envolvido no atropelamento que matou o verdureiro Francisco Lucio Maia, 48, disse que estava dormindo no momento do acidente. Afirmou que era a esposa Letícia Bortolini, 37, quem dirigia o veículo Jeep Compass na noite do último sábado (14) quando o trabalhador foi atropelado na Avenida Miguel Sutil, na Capital.

Segundo o delegado Christian Alessandro Cabral, titular da Deletran, o médico estava na defensiva e relatou ter tomado conhecimento do acidente somente após a polícia chegar no condomínio para prender a esposa dele.

“Ele foi bastante evasivo. A única coisa aproveitável foi a confirmação de que era a esposa quem dirigia o carro, o que já temos nos autos. Inclusive, o médico diz que nem viu o acidente porque estava dormindo. Disse que não viu e não sentiu a pancada e quando desceu no condomínio não viu o veículo amassado”, relatou Cabral ao Gazeta Digital.

Gazeta Digital

Delegado Christian Cabral descreveu que o médico foi evasivo ao responder os questionamentos da investigação. 

Conforme o delegado, uma série de elementos são analisados no inquérito além dos depoimentos. “Nós não trabalhamos apenas com as informações dos investigados. Há vários elementos a serem apurados. A investigação não apura apenas a circunstância do crime. Vamos apurar também se ele estava ou não dormindo, porque se ele estava acordado e concordou em não parar e prestar o socorro também corre o risco de responder pelo crime de omissão de socorro”, pontua.

Algumas testemunhas do acidente já foram ouvidas. Mas a investigação também busca por pessoas que estavam no evento onde o casal passou a tarde, que possam prestar informações sobre o comportamento do casal. 

“As testemunhas identificadas foram ouvidas. Agora falta ver se no Braseiro a gente consegue identificar alguém que possa trazer algo de relevante ao caso ou presenciou o casal consumindo álcool, ou ainda a saída para acabar com a dúvida sobre quem dirigia o veículo. Não queremos deixar nenhuma nebulosidade quanto a isso, mesmo já tendo provas apontando que era a médica quem dirigia”, pontuou.

Divulgação

Letícia Bortolini, 37, ficou dois dias presa por fugir do local e não prestar socorro a vítima. Segundo BO, ela estaria embriagada. 

Em relação ao depoimento de Letícia, Christian descartou uma nova oitiva isso porque da 1ª vez a médica ficou em silêncio. “Com ela não tem mais nada a ser feito”, afirma. “Até amanhã finalizamos as análises das imagens das câmeras e ficamos dependendo exclusivamente das provas periciais para juntada dos laudos e concluir o inquérito”, explica.

Segundo Cabral, há um empenho na investigação para que a Justiça possa receber e julgar caso. “O caso dela enquadrou na legislação atual, então a pena é pequena, então se estendermos muito a gente vai acabar brindando ela com a impunidade. Fazemos o serviço com rapidez e eficiência para que a médica possa responder pelo crime dentro do menor prazo possível”, frisou.

O caso

O caso foi registrado por volta das 19h50 quando o Jeep com o casal de médicos atropelou o trabalhador que chegava próximo do canteiro central da pista. Após o acidente nenhum dos ocupantes parou para prestar socorro.

Divulgação

Veículo do casal de médicos Letícia Bortolini e Aritony Menezes que atropelou verdureiro.

Testemunhas que presenciaram o fato ligaram na delegacia e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas o óbito foi confirmado.

Depois de receber as características do veículo, a PM saiu à procura e localizou a motorista e o passageiro em um condomínio no bairro Jardim Itália. A mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela estava com os olhos vermelhos e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Porém foi levada a Central de Flagrantes, onde foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa e de lá encaminhada à audiência de custódia.

A Deletran solicitou imagens de câmeras instaladas próximas do local e também do condomínio onde mora o casal. A ideia que é que as imagens ajudem nas investigações para confirmar, quem de fato dirigia o veículo, já que surgiram dúvidas se realmente era Letícia que conduzia o Jeep ou se ela apenas assumiu a culpa.

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