Cuiabá, Sexta-feira 19/10/2018

Polícia - A | + A

25.04.2018 | 18h25

Médica diz que só irá a delegacia se polícia garantir sua integridade física

Facebook Print google plus

A médica Letícia Bortolini, acusada de ter atropelado e matado o verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, informou à Polícia Civil que somente irá a um novo interrogatório sobre o acidente se lhe for assegurado o "resguardo de sua integridade física".

Divulgação

A médica Letícia Bertolini 

A exigência da Letícia consta em um requerimento enviado ao delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), responsável pela coleta de depoimento dos envolvidos no acidente.

A médica é acusada de estar embriagada ao conduzir o veículo que atropelou o trabalhador na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Além disso, ela não prestou socorro e fugiu do local do acidente, de acordo com a polícia. Ela estava acompanhada do seu marido, o também médico Aritony de Alencar Menezes.

Leia mais - Vendedor de verduras morre atropelado por médicos

O pedido de Letícia se dá em razão de que, no dia do depoimento de seu marido, ele sofreu agressões físicas dos familiares e amigos de Francisco. Na ocasião, o médico recebeu um golpe de capacete nas costas quando deixava a delegacia, além de ser alvo de xingamentos. No depoimento, o médico informou que estava dormindo e não teria presenciado o acidente.

"Não foi a ele assegurado pela autoridade policial o resguardo à sua integridade física, mesmo estando sob tutela do Estado, tendo sofrido agressões físicas gratuitas nas dependências da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito”, diz trecho do documento.

Ainda no documento, a defesa da médica ressalta que ela não se opõe a um novo depoimento, desde que seja assegurada a sua segurança. Porém, já antecipou que não vai se pronunciar sobre o acidente, o que será feito somente em juízo. “A requerente se reservará ao direito de permanecer em silêncio durante o inquérito policial”, diz.

Em um primeiro depoimento à polícia, ainda no dia do acidente, a médica Letícia Bortolini disse que achou que tinha atropelado um animal e se negou a fazer o teste do bafômetro. Ela teve prisão preventiva decretada pelos crimes de omissão de socorro, lesão corporal, homicídio doloso e direção perigosa.

A médica ficou detida no presídio feminino Ana Maria do Couto May por três dias, quando obteve decisão liminar de soltura do desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri. O magistrado considerou que a médica não apresentava evidências de embriaguez, possui “bons predicados pessoais”, além de ter um filho de um ano de idade.

Por outro lado, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, requereu que uma equipe de assistência social averigue se a criança depende exclusivamente da guarda e dos cuidados da mãe. A determinação foi feita com base no pedido do Ministério Público do Estado (MPE), que busca obter nova prisão da médica.

Voltar Imprimir

Comentários

Leticia - 26/04/2018

Eu não fiquei três dias presa.

1 comentários

1 de 1

GD

GD

Enquete

Qual sua expectativa sobre os políticos que vão ocupar o Congresso Nacional?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 19/10/2018

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 19,87 -0,45%

Algodão R$ 95,03 0,14%

Boi a Vista R$ 138,00 0,73%

Soja Disponível R$ 69,50 -0,71%

Classi fácil
btn-loja-virtual

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.