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16.05.2018 | 15h30

Inquérito sobre morte de verdureiro atropelado por médica será prorrogado

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Gazeta Digital

O delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), responsável por investigar o atropelamento e morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, pedirá à Justiça a prorrogação do prazo para concluir o inquérito.

Na última segunda-feira (14) completou um mês do acidente registrado na noite de 14 de abril. Em entrevista ao Gazeta Digital o delegado explicou que ainda aguarda o resultado de ao menos 3 laudos solicitados, mas todos sem previsão de entrega.

O acidente ocorreu na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, quando o trabalhador foi atropelado por volta das 19h50 por um o veículo Jeep Compass, conduzido pela média Letícia Bortolini, 37, acusada de estar embriagada e fugir do local sem prestar socorro à vítima.

Delegado Christian Cabral explica que necessita dos resultados dos laudos para concluir o inquérito, por se tratar de exames e análises periciais que determinam a responsabilidade do acidente e que, inclusive, podem gerar uma reviravolta no caso. “Se o laudo do veículo apontar velocidade acima do limite permitido pela via, juntando com outros fatores, pode ser que a médica deixe de se enquadrar como culposa e passe a se enquadrar como dolosa”, explica.

Divulgação

Letícia Bortolini é acusada de dirigir o carro que matou o verdureiro e fugiu do local sem prestar socorro. Ela estaria embriagada

“Se o laudo que analisa as imagens detectar que quem dirigia o veículo era o marido de Letícia, não será mais ela a responsável pelo homicídio e sim o esposo. Se o laudo de alcoolemia e toxicologia detectar que a vítima estava sob influência dessas substâncias, a vítima passa a ser responsabilizada pelas lesões haja vista que estava com a sua capacidade psicomotora alterada”, completa.

Assim como o inquérito, os laudos tinham previsão de ficarem prontos em 30 dias. Porém, há pedidos de prorrogação para que eles sejam concluídos. “O volume de serviços da Politec é muito grande, são laudos complexos e é difícil que eles consigam fazer os exames dentro do prazo. Com isso o inquérito depende desses resultados para que seja concluído, pois são elementos indispensáveis para fazer o juízo de valor do caso”, finalizou Cabral.

Viúva assume verduraria

A viúva de Francisco Lúcio, Maria do Carmo, 48, largou o emprego de serviços gerais em uma construtora nacional e assumiu o ponto da vendas onde o marido vendia verduras no bairro Cidade Alta. A informação foi confirmada por uma das filhas do casal, Francinilda Silva, 23.

Marcus Vaillant

Francinilda e Vânia, filhas de Francisco Lúcio. 

“Os 2 começaram juntos trabalhando lá, mas agora com a morte do meu pai a renda estava apertada. Então ela resolveu sair do emprego e trabalhar lá por conta própria”, explicou a jovem.

A jovem ressalta que mesmo sem receber qualquer assistência do casal de médico, conforme os advogados do casal disseram na época do acidente, a família tenta retomar a vida e segue lutando por Justiça. “Nós estamos tentando não deixar o caso cair em esquecimento. Estamos buscando todos os órgãos para que a Justiça seja feita e que ela [Letícia] pague de alguma forma. Eles [a médica e marido] estão levando uma vida normal. E nós estamos tentando retomar a vida novamente, sem meu pai, que não terá a sua vida de volta”, desabafou.

O caso

Divulgação

O acidetne foi registrado na noite de 14 de abril deste ano quando o veículo com o casal de médicos, Letícia e Aritony de Alencar Menezes, 37, passou pela Avenida Miguel Sutil e atropelou o trabalhador que chegava próximo do canteiro central da pista. O veículo era conduzido pela mulher que não prestou socorro e fugiu do local do acidente.

Testemunhas que presenciaram o atropelamento ligaram na delegacia e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas a morte do verdureiro foi confirmada ainda no local.

Depois de receber as características do veículo, a PM saiu à procura e localizou a motorista e o passageiro em um condomínio no bairro Jardim Itália. De acordo com os policiais militares que atenderam a ocorrência, a mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela estava com os olhos vermelhos e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Porém, foi levada a Central de Flagrantes, onde foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa e de lá encaminhada à audiência de custódia.

A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) iniciou as investigações e solicitou imagens de câmeras instaladas próximas do local para auxiliar no trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). 

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