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12.06.2018 | 08h21

Trump e Kim Jong-un selam acordo de desnuclearização das Coreias

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A reunião histórica entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, terminou com a assinatura de um acordo de total desnuclearização da península coreana e cooperação entre os dois países.

O documento, assinado em Cingapura, por volta das 2h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (12), prevê ainda que os EUA garantam medidas de segurança para a Coreia do Norte e que os países se comprometam a recuperar restos mortais de prisioneiros de guerra, bem como a imediata repatriação de corpos já identificados.

Reprodução/internet

Apesar de não terem revelado muitos detalhes do acordo, ambos os presidentes mostraram satisfação com o resultado da reunião. "O mundo verá uma grande mudança", disse Kim Jong-un. Trump, por sua vez, elogiou o esforço diplomático dos dois países e garantiu que as consequências do acordo selado neste encontro começarão a ser vistas "muito rapidamente".

Durante um breve passeio após o almoço, Trump afirmou que a reunião foi "melhor que o esperado". O presidente norte-americano fez questão de convidar Kim Jong-un para visitar à Casa Branca e garantiu que este encontro foi apenas o primeiro de muitos outros que virão.

Até pouco tempo atrás inimaginável, a reunião foi preparada com a premissa básica de definir o fim do programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

Esta reunião foi a primeira entre líderes dos dois países após 70 anos de tensões por causa da guerra entre as Coreias.

Primeira conversa

Reprodução/internet

Logo após o aperto de mão, com a ajuda de tradutores, os dois líderes se cumprimentaram oficialmente. Trump disse a Kim: "É uma honra para mim. Vamos ter uma relação incrível, não tenho dúvida".

Em seguida, o norte-coreano respondeu: "Os antigos preconceitos funcionaram como obstáculos no nosso caminho, mas ultrapassamos todos eles e estamos aqui hoje".

Sem agenda

Nem mesmo a duração deste encontro inicial foi divulgada. Eles entraram em uma sala para uma reunião particular, só com tradutores. A preparação para a cerimônia se encerrou pouco antes do aperto de mãos. Autoridades de ambos os países negociaram intensamente alguns detalhes que ainda travavam um entendimento.

Sem protocolos

Sempre avesso a protocolos, Trump organizou a visita de uma maneira nunca antes vista na diplomacia internacional, com pouquíssima preparação prévia e dispensando até relatórios, como nenhum outro presidente norte-americano fez antes. No lugar disso, ele priorizou o encontro a sós que terá com Kim, logo no início da cúpula.

"Eu acredito que em um minuto, vou saber se ele está falando sério sobre a desnuclearização. Vou sentir isso, é o que eu faço. Acho que vou saber bem rapidamente se algo bom irá acontecer", disse o norte-americano em uma entrevista coletiva no último sábado, durante o encontro do G7 em Quebec (Canadá).

Passado de hostilidades

Reprodução/internet

Até o início do ano, ambos os países mantinham uma postura hostil, em função de testes nucleares realizados pela Coreia do Norte, país que sempre se mostrou fechada como dinastia familiar, na qual o poder centralizado passa de pai para filho.

Somente o gesto inicial de Kim, aceito por Trump, desfez as rusgas decorrentes de constantes trocas de acusações e ameaças mútuas, que pautavam esse clima de discórdia. O gesto de Kim foi se mostrar disposto a suspender os testes nucleares e a dialogar com a Coreia do Sul.

A disposição se tornou concreta com a suspensão dos testes e com a realização de outro encontro histórico, de Kim com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em 27 de abril último. A conversa foi uma espécie de preparativo para a reunião entre Kim e Trump.

 

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