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12.07.2018 | 10h14

Pais acusados de matar recém-nascida em Cuiabá vão a júri

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Marcela de Souza Cardoso e Marcos Antônio Andrade da Silva serão julgados no dia 30 de julho pela morte da filha recém-nascida. O crime teria sido cometido em junho de 2011, logo após a mãe dar à luz, no banheiro da então residência do casal de conviventes, no bairro CPA 3.

Conforme a denúncia, o pai, que já tinha outros dois filhos, não queria arcar com o ônus financeiro de mais um, razão pela qual conseguiu induzir a mãe a matar a filha com requintes de crueldade. Marcela teria rejeitado a gestação desde o início, e até mesmo ingerido substâncias abortivas com a intenção de interrompê-la.

Otmar de Oliveira

De acordo com o processo, ao entrar em trabalho de parto em casa, a acusada não procurou ajuda médica e teve a bebê no banheiro. Na sequência, jogou a criança com vida dentro do vaso sanitário, abaixou a tampa e acionou a descarga “com a evidente intenção de matá-la inclusive com imposição de grave sofrimento, tudo sob a coação e indução do partícipe Marcos Antônio, que, supostamente, não estava na casa, naquele momento”.

Após cerca de uma hora, Marcela retirou a vítima ainda viva do sanitário e, aproveitou-se de sua incapacidade de se defender, colocou papel higiênico em sua garganta causando-lhe a morte por asfixia.

Marcela e Marcos Antônio são acusados de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, uma vez que teriam envolvido o corpo da recém-nascida em um pedaço de tecido, colocado em um saco plástico e depositado na lixeira do prédio onde moravam.

O cadáver foi encontrado por uma terceira pessoa, que vasculhou o lixo à procura de material para reciclagem. A sessão de julgamento começará às 9h e será presidida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Monica Catarina Perri Siqueira.

A pauta de julgamento prevê 20 sessões para o mês de julho. Amanhã (12 de julho), a partir das 9h, ocorre o júri de Eudes Marques Cordeiro, Sandro Renan de Arruda – conhecido como ‘Sandro Louco’ - e Thiago da Cruz Silva, acusados de matar o estudante Andre Luiz Costa Castro, em julho de 2006. Segundo o processo, os réus teriam assassinado a vítima com quatro golpes de instrumento perfuro-cortante e, em seguida, ateado fogo e lançando o cadáver em local ermo, no bairro Tijucal.

No dia 19 de julho, a partir das 9h, Luiz Carlos Chagas Rodrigues será julgado pelo homicídio do empresário Douglas Wilson Ramos, ocorrido em setembro de 2015. Narra a denúncia que o acusado e outros três homens praticaram os seguintes fatos delituosos: 1) Associação Criminosa; 2) Roubo Majorado; 3) Homicídio Qualificado; 4) Ocultação de Cadáver. O crime teria sido praticado porque um dos denunciados - Nilton César da Silva – acreditava que Douglas havia desviado dinheiro da empresa que tinham em sociedade, bem como em razão dele ter iniciado atividades comerciais no mesmo ramo, captando clientela, e de estar lhe devendo certa quantia em dinheiro.

Conforme os autos, Luiz Carlos foi contratado para a empreitada criminosa. Como o processo foi desmembrado, somente ele será julgado na próxima semana. 

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