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escutas ilegais 05.10.2018 | 15h33

Grampos atingiram ‘níveis de promiscuidade’, aponta promotor

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Ao pedir a condenação do coronel da Polícia Militar Zaqueu Barbosa e do cabo PM Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior pelo crime de falsidade ideológica (praticado por mais de 7 vezes), na ação penal referente às interceptações telefônicas clandestinas praticadas no âmbito da PM de Mato Grosso, entre final de 2014 e meados de 2016, o promotor de Justiça Allan Sidney do Ó salientou que o esquema criminoso ultrapassou os limites do interesse eleitoral e atingiu “níveis de promiscuidade”.

 

“Insta salientar que, conforme provas constantes nos autos, quase ao fim de seus trabalhos, o próprio faccioso escritório de escutas desvirtuou-se de seus objetivos principais, atingindo níveis de promiscuidade”, diz trecho das alegações finais apresentadas nesta semana ao juiz Murilo de Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar.

Para o promotor, a promiscuidade ocorreu porque o cabo Gerson Correa incluiu na lista de alvos dos grampos ilegais sua superior, a major PM Valéria Fleck, “por conta de desavenças e dissabores relacionados ao trabalho”, seu amigo e testemunha no processo, Mário Edmundo Costa Marques Filho, “em virtude de uma dívida não adimplida por este”, além da própria esposa, “por erro material e exaustão”, conforme depoimento do próprio policial.

 

Além dos interesses de Gerson Correa, o promotor também destacou que, além dos interesses eleitorais - já que o esquema teria começado às vésperas da eleição de 2014 contra adversários políticos do governador Pedro Taques (PSDB) – a chamada “grampolândia pantaneira”, ao vitimar a publicitária Tatiane Sangalli por diversas vezes, também serviu “tão somente para satisfazer os caprichos do patrocinador da empreitada, o ex-chefe da Casa Civil, senhor PAULO TAQUES, eis que, aparentemente, a ofendida era sua ex-amásia. Lamentável!”, comentou Allan Sidney.

Paulo Taques, conforme já noticiado, é apontado como o financiador da “grampolândia” e maior interessado no esquema. Na época, ele era um dos coordenadores da campanha do primo, Pedro Taques.

 

Todas as vítimas foram ouvidas de forma ilegal, na modalidade “barriga de aluguel”, quando um personagem e uma “estória cobertura” são inventados para encobrir a real identidade do interceptado e fazer com que a interceptação seja autorizada por um juiz, que é induzido ao erro.

Conforme o Código Penal Militar, a pena para o crime de falsidade ideológica é de reclusão de até 5 anos em caso de documento público.

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Comentários

jose marcos dias - 12/10/2018

Agora que esse governo perdeu que vai aparecer vários absurdos que esses grampos telefônicos operados por esses policiais cometeram influenciaram ate na eleição da OAB,pena que por serem policiais não vai serem punidos por exoneração no mínimo,pelos crimes cometidos contra a sociedade de Mato grosso,infelizmente não acredito que vão ser pundos

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