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15.05.2018 | 13h45

Depoimentos de presos por propina no Detran devem gerar desdobramentos

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O depoimento do deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) prestado aos integrantes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta segunda-feira (14), sobre o esquema de fraude e pagamento de propina em contrato da empresa EIG Mercados com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), foi o último colhido pelos promotores de Justiça que apuram o caso.

João Vieira

Promotor Marcos Bulhões

De acordo com o chefe do Gaeco, promotor de Justiça, Marcos Bulhões, “não tem previsão para ouvir outras pessoas” por enquanto.

Segundo ele, é necessário primeiro avaliar todas as declarações que foram prestadas por Botelho, pelo deputado Mauro Savi (DEM), pelo empresário José Kobori, pelos advogados Pedro Jorge e Paulo Taques e pelo contador Claudemir Pereira dos Santos (ex-sócio da Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal) antes de partir para novas diligências.

Todos esses citados foram alvo da operação Bônus (2ª fase da operação Bereré), além de Roque Anildo, que também era sócio da Santos Treinamento, que já foi ouvido na primeira fase. Com exceção de Botelho, todos estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), no bairro Carumbé.

Questionado sobre o teor dos depoimentos e sua avaliação sobre as mesmas, Marco Bulhões evitou fazer comentários, mas destacou que foram os momentos que o s acusados tiveram para rebater as acusações. “O interrogatório é o momento que todo investigado tem de dar sua versão. Então, tudo o que a pessoa diz é colocado no papel. Cabe à pessoa trazer demonstrações daquilo que está dizendo”, afirmou.

Leia também - Botelho nega participação em esquema no Detran, mas admite prejuízo político

Sobre o interrogatório de quase 8 horas do executivo José Kobori, apontado como operador da propina paga aos advogados e primos do governador Pedro Taques (PSDB), Pedro Jorge e Paulo Taques (ex-chefe da Casa Civil), o promotor disse que por ter acabado muito tarde, já na noite de sexta-feira (11), o mesmo ainda será anexado aos autos, que tramitam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Bulhões evitou tocar no assunto de uma possível delação premiada de Kobori, que afirmou estar disposto a colaborar com a Justiça, alegando o impedimento jurídico, já que o acordo primeiro deve ser homologado pelo Judiciário. “Mesmo que tivesse, a lei proíbe falar de colaboração”. Perguntado se alguém ofereceu a proposta de acordo, ele respondeu apenas: “Não sei”. 

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