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30.01.2018 | 18h39

Advogado comemora morte de prefeito no WhatsApp e MP propõe acordo

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Divulgação

Advogado Robson tem a chance de pagar R$ 20 mil, se declarar culpado por apologia ao crime e se livrar de processo a ser movido pelo MPE

Após uma denúncia contra o advogado Robson Medeiros por apologia ao crime envolvendo a morte do prefeito de Colniza (1.65 km ao norte de Cuiabá), Esvandir Antônio Mendes, 61, o Ministério Público Estadual (MPE) fez uma proposta de transação penal ao jurista para evitar um processo judicial contra ele. Para isso, Medeiros deverá se declarar culpado e desembolsar uma quantia de R$ 20 mil.

O advogado Robson Medeiros já esteve envolvido em outras polêmicas e chegou a ser preso em julho do ano passado acusado de manter trabalhadores em situação análoga a escravos em sua fazenda localizada em Colniza. Atualmente, cumpre prisão domiliciar enquanto o processo contra ele e os demais acusados tramita na Justiça Federal, na 1ª Vara de Juína.

A denúncia anônima apontou insinuações feita pelo advogado em um grupo do WhatsApp, onde Robson parabenizava a “limpeza” e o “equilíbrio” de Colniza, após a morte do prefeito que foi executado a tiros no dia 15 de dezembro do ano passado. 

“Cada dia Colniza fica melhor! Esse mês mais limpa como a virada de estação novos ares!", diz trecho da mensagem escrita por Medeiros. “Parabéns aos guerreiros deste lugar! Afinal já que a resposta em nome de justiça vem por diferentes meios! De uma forma ou de outra o equilíbrio a de se instalar afinal depois de tanta covardia que se viu diante da indiferença da dita justiça em fim a justiça ilegal! Mas eficaz”, completou.

Ao tomar conhecimento do fato, o promotor de Justiça substituto, Willian Oguido Ogama, propôs que Medeiros se considere culpado pelo delito de apologia ao crime e deposite o valor de R$ 20 mil, com destinação a projetos sociais do Município. Caso contrário, o advogado deverá responder judicialmente pelo crime. Esse tipo de proposta é realizado em casos de crimes de menor potencial. 

O requerimento deve ser analisado pelo advogado. Para que a proposta seja validada o advogado não poderá ter nenhum antecedente criminal e nem ter sido beneficiado com a transação penal nos últimos 5 anos.

No entanto, em julho do ano passado Robson Medeiros teve um mandado de prisão da Justiça Federal cumprido pela Polícia Civil. Ele era acusado de manter trabalhadores em situação de escravidão na fazenda de sua propriedade e do sogro,  Lelui Antonio Pertile Bombarda, 72, em Colniza. 

Leia mais - Polícia prende advogado e ex-sogro que mantinham 'escravos' em fazenda

Morte de prefeito

Reprodução/Gazeta Digital

No início da noite do dia 15 de dezembro, na rodovia BR-174, próximo ao perímetro urbano de Colniza, os réus Antônio, Zenilton e Welison abriram fogo contra a caminhonete Hillux SW4, que era conduzida pelo prefeito Esvandir e tinha como passageiros vítimas Admilson Ferreira dos Santos, ex-secretário municipal; Walison Jones Machado e a primeira-dama Rosemeire Costa. Além da morte do gestor, as demais vítimas ficaram feridas.

Consta na denúncia que Zenilton e Welison participaram do crime em troca de recompensa de R$ 5 mil para cada um, quantia que seria paga por Yana Fois e Antônio Pereira, que teriam agido mediante razões pessoais e políticas. Os promotores ainda atribuem a Yana a responsabilidade por dar cobertura aos atiradores. Segundo a denúncia, ela teria mandado o adolescente J.V.O.P. fosse buscar os executores com uma Hyundai HB20 branca, que já estava à disposição para este fim. 

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