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13.06.2018 | 09h36

Simultaneamente, Estados Unidos, Canadá e México vão sediar a Copa do Mundo

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Estados Unidos, Canadá e México receberão a Copa do Mundo de 2026. A decisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (13), no Expocenter, em Moscou, na véspera da abertura da Rússia 2018. Essa será a primeira vez que o Mundial será disputado simultaneamente em três países.

Membros de 210 federações ligadas à Fifa puderam escolher entre a candidatura tripla e o Marrocos. Anteriormente, o processo de escolha era feito pelo Comitê Executivo da Fifa, esse mesmo que foi alvo do escândalo de corrupção na Fifa, conhecido como Fifagate.

Estados Unidos, Canadá e México venceram por 134 a 65 votos entre os votos válidos. O membro da federação do Líbano votou em nenhuma das concorrentes. O Brasil optou por Marrocos contrariando o acordo da Conmebol; enquanto Cuba, Taiti e Togo se abstiveram do pleito.

Na primeira escolha de Copa do Mundo depois do Fifagate, o próprio presidente Gianni Infantino mencionou o devastador “Relatório Garcia”, que apontou em 400 páginas “problemas sérios e de grande envergadura no processo de candidatura e nomeação”da Rússia 2018 e do Qatar 2022.

"Claro que as reformas que introduzimos foram vitais para atingir esse status que chegamos hoje. Os princípios que introduzimos foram fundamentais para nossa sobrevivência. Nomeamos comitês independentes para nos recuperarmos”, disse Infantino. “Naquele tempo, a Fifa estava morta como organização. Mas agora, a Fifa está viva, cheia de amor pelo trabalho e com visão para o futuro.”

A candidatura Unidos 2026, como vem sendo chamada até aqui, logo despontou como a favorita no processo. A experiência norte-americana de realizar eventos de grandíssimo porte era ao mesmo tempo o ponto favorável e contrário para a escolha. O fato de todos os estádios estarem praticamente prontos foi bastante batido. O medo era ter uma competição descompassada, com sedes de infraestruturas melhores que as outras. Por outro lado, a expectativa de até US$ 14 bilhões de arrecadação (mais de R$ 51 bilhões).

O nome do Marrocos voltou ao Congresso da Fifa depois de tentar ser a sede africana no lugar da África do Sul 2010. Naquela época, a entidade buscava um rodízio de continentes e então levou o Mundial para o solo africano pela primeira vez. Desta vez, a candidatura se apegava em uma frágil capacidade de organização de eventos da CAF (Confederação Africana de Futebol) além da proximidade com a Europa e o fuso-horário em uma zona central.

Antes da votação final, pesou também uma tabela comparativa entre as duas candidaturas apresentada pela secretária-geral da Fifa Fatma Samoura. Lado a lado, era possível lembrar que a Unidos recebeu nota 4 (de uma máxima de 5); já a Marrocos levou apenas 2,7.

"O futebol hoje é o único vencedor e esse espírito que queremos passar para os times que vão competir aqui na Rússia 2018”, disse Carlos Cordeiro, presidente da federação norte-americana e quem tomou a palavra após o anúncio final.

 

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