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12.06.2018 | 15h34

Entenda o dilema que Tite tem que resolver até a estreia

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O técnico Tite preferiu fazer segredo sobre os 11 jogadores que iniciarão a caminhada em busca do hexacampeonato mundial no próximo domingo (17), às 15 horas, diante da Suíça, em Rostov, na estreia da seleção no Grupo E da Copa da Rússia. Mas muitos torcedores parecem ter os titulares na ponta da língua.

Lucas Figueiredo/CBF

Salvo qualquer imprevisto, o Brasil deverá dar o pontapé inicial no Mundial com: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

A escalação está definida no sistema 4-1-4-1, mas pode passar para um 4-3-3, caso o treinador brasileiro queira modificar a distribuição dos jogadores em campo mesmo sem mexer nos nomes. Assim, Tite ainda teria dilemas a resolver junto com a sua comissão técnica até o dia da estreia?

Até aqui, o treinador da seleção brasileira passou por alguns sustos desde que o time conquistou a vaga para a Copa de 2018, mas teve poucos problemas em relação ao material humano que escolheu para montar a equipe ideal.

A grande baixa foi mesmo o lateral-direito Daniel Alves, que sofreu uma lesão no joelho direito em uma disputa de bola pelo PSG nos minutos finais da decisão da Copa da França, vencida pela equipe parisiense diante do modesdo Les Herbiers, da terceira divisão francesa.

Dani Alves, de 35 anos, é o recordista mundial de títulos como jogador e seria o mais experiente no grupo. Danilo, do Manchester City, será o substituto e Fágner — titular de Tite enquantro treinador do Corinthians — o reserva. Dois jogadores com características diferentes, igualmente competentes, mas que certamente não têm a bagagem do ausente.

No entanto, o maior drama para Tite foi mesmo a incerteza após a contusão de Neymar, que fraturou o quinto metatarso do pé direito em partida pelo PSG, em fevereiro deste ano. Astro, camisa 10 e praticamente dono do time — apesar de a equipe e o treinador sempre valorizarem o espírito de grupo e a amizade entre os atletas —, Neymar muda o patamar da equipe quando está em campo.

Mas estaria o Brasil em apuros sem o craque no Mundial? O jornalista Silvio Lancelotti, blogueiro do R7, entende que é necessário criar uma forma de proteger Neymar em campo. Talvez este seja o grande desafio do treinador brasileiro.

“Creio que o maior problema do Tite seja uma abstração. Como criar uma camada de proteção às costas de Neymar e evitar os carrinhos traiçoeiros que recebe. Caso ele se machuque, volta o trauma da ‘Neymardependência’ na seleção”, analisou o jornalista.

Uma saída seria trazer alguns hábitos antigos do futebol de volta. “Sugiro que ressuscite o antigo grito de ‘ladrão’ com que meus companheiros de futebol de várzea anunciavam a aproximação de um inimigo”, brincou Lancelotti.

Para o jornalista, o Brasil tem muitas possibilidades para modificar o esquema tático de acordo com as necessidades impostas pelos adversários.

“Se quiser jogar com um meio de campo mais pragmático, se precisar de mais proteção, vai com Fernandinho. Se achar que deve ser mais ofensivo, pode colocar o Renato Augusto para jogar ao lado do Paulinho. Eles fizeram mais gols na seleção do que Corinthians”, ponderou o blogueiro.

Renato Augusto pode não estar presente na primeira partida do torneio. O meio-campista teve uma inflamação no joelho esquerdo e está em fase final do tratamento. “Se fosse jogo de Copa (contra a Áustria), teria ficado no banco”, garantiu Tite após a vitória por 3 a 0 sobre o time austríaco no último amistoso antes do Mundial, no domingo.

Outra dúvida é a recuperação do também meio-campista Fred, que sofreu uma pancada no tornozelo direito durante um treinamento da equipe no CT do Tottenham, em Londres, na quinta passada. Mas a avaliação é de que o jogador esteja pronto para a primeira fase da competição.

Desta forma, Tite tem em mãos um elenco sólido, com peças suficientes para driblar qualquer dificuldade ao longo da Copa e chegar ao tão sonhado título que já escapou de seleções históricas. Equipes com as quais possui semelhanças. “Esse time me lembra aquele de 1982. Tem uma homogeneidade”, complementou Silvio Lancelotti. 

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