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24.10.2017 | 09h53

Fundador do Jornal do Ônibus, morre Jê Fernandes aos 72 anos

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João Vieira

Jornalismo de MT perde mais um ícone

Faleceu Jê Fernandes e o jornalismo mato-grossense amanhece nesta terça-feira (24) mais triste sem o bom humor deste jornalista poconeano, que fez carreira em Cuiabá.

Ele é lembrado pelos colegas de profissão como um homem de visão à frente do tempo, entusiasta de uma apuração diversificada sobre os fatos e piadista.

Aos 72 anos, fumante inveterado, Jê teve uma trombose e embolia pulmonar, o que prejudicou o sistema renal. Já estava internado no Hospital Jardim Cuiabá, desde a semana passada, e não conseguiu se recuperar. Nesta madrugada morreu.

No velório, que terá início às 12h desta terça, na Capela Jardins, sala Tulipa, em Cuiabá, além de familiares e amigos, jornalistas e autoridades públicas devem dar o adeus ao fundador do popular Jornal do Ônibus e diretor por muitos anos da TV Brasil Oeste, do Grupo Futurista de Comunicação.

Ele atuou também em jornais impressos como o Equipe e O Estado de Mato Grosso, e rádios, como a Industrial. Foi ainda correspondente da revista Placar e dos jornais Estadão e O Globo.

Para a jornalista Marisa Batalha, ao lembrar de Jê, neste momento de dor, não deixa de dar umas boas risadas. "Ele tinha uma Brasília - e pasme - sem fundo. Isso tem que ser contado. É com ela que a gente ia de carona, em cima de almofada, com os pés para cima, para não ralar no chão. Um dia choveu, aquilo foi enchendo de água e eu ria de nervoso e ele dizendo: muito melhor ter esta Brasília do que não ter", relata Batalha.

"Era um homem simples e engraçado, a gente ria demais juntos, tudo era uma grande gozação, uma festa, ele não importava com dinheiro (imagina um diretor andando em uma Brasília destas). O que importava para ele eram boas matérias e muito riso", complementa.

"É uma perda para o jornalismo. Segue seu caminho um dos ícones da nossa profissão. Um dos homens que ensinou a uma moçada, que hoje já nem é tão moçada assim, a ter um olhar diferenciado sobre os fatos, porque uma coisa que ele jamais aceitou é matéria feita só com uma fonte. Na década de 90, quando ainda éramos poucos no jornalismo, ele foi um professor", reconhece a jornalista Marisa Batalha.

Outro colega de trabalho, o jornalista Ademar Andreola, lamenta a perda do primeiro editor que teve na carreira. "Foi um sujeito sempre de bem com vida. Raramente o vi mal humorado. Viveu como queria", resume Andreola. "É mais um dos grandes profissionais, que ensinou muita gente na profissão e agora nos deixa" - lamenta.

Para Ademar Andreola, ao lado de Adeildo Lucena, Jê foi uma referência para ele no início de carreira.

Sempre que terminava uma coluna jornalística, Jê jogava o jargão "lembradeu", que agora amigos usam nas redes sociais para "chorar" a morte dele.

Ainda não há informações sobre horário e local do sepultamento.

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