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31.05.2018 | 08h52

Em Mato Grosso, 11 mortes estão confirmadas por Influenza

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Onze mortes por influenza já foram confirmadas esse ano em Mato Grosso. Até o momento são 40 casos confirmados da doença em todo Estado. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quarta-feira (30), que apontam ainda 334 casos suspeitos sendo investigados. Das 11 mortes confirmadas, duas são por influenza A, 4 por H1N1, 3 por influenza A/H3 e duas por influenza B.

Reprodução

Em relação aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), já são 22 casos confirmados.
A SES não divulgou as cidades onde as mortes foram confirmadas. De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Alessandra Moraes, o vírus com maior circulação atualmente é o H1N1, por isso a vacina contra a gripe é a única forma de imunização. Segundo ela, dentre os casos confirmados no Estado, várias pessoas que fazem parte do grupo de risco estão incluídas. “Por isso a gente reforça que a população procure os postos de vacinação para serem imunizadas. É muito importante que todo o grupo de risco esteja protegido”.

A coordenadora lembra que a influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente nos meses que correspondem as estações do outono e do inverno, quando as temperaturas caem. Até o último boletim divulgado no dia 18 de maio, eram 7 mortes, ou seja, mais 4 foram confirmadas no prazo de pouco mais de uma semana.

Das mortes pela Síndrome Respiratória Aguda Grave, a secretaria explica que dos casos notificados o hospital faz especificamente o exame para influenza e o resultado pode apontar algum tipo de vírus. Nos casos em que não são indicados a influenza, outra patologia que não foi apontada pode ter causado a morte, assim alguns casos aparecem morte por influenza e em outros casos por SRAG. Ainda conforme Alessandra, os pacientes com essa síndrome se não forem tratados adequadamente podem ter um quadro de evolução para a gripe influenza.

A profissional da saúde lembra que mesmo vacinada, a população precisa se atentar aos cuidados para evitar contrair a doença. A vacina passa a valer apenas 10 dias após ser aplicada. A pessoa infectada pode transmitir o vírus no período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas até 5 dias após. A transmissão mais comum é de pessoa para pessoa, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir e espirrar.

Entre as medidas que dificultam a contaminação está a lavagem das mãos com frequência, em especial, antes de preparar ao consumir qualquer alimento, depois de tossir ou espirrar e após usar o banheiro. Além disso, é indicado evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados.

Vacinação continua até dia 15

Com apenas 15% dos municípios com a meta atingida, Mato Grosso prorroga a Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza até 15 de junho. A previsão era de que a campanha fosse encerrada nessa sexta-feira (1), mas até essa semana o Estado aplicou apenas 557.417 mil doses e atingiu 70% do público-alvo. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 45% dos municípios do Estado estão com índices entre 70% a 90% e outros 40% registram índices abaixo de 70%. A greve dos caminhoneiros foi apontada como um dos problemas.

Os dados apontam que os menores índices de cobertura vacinal de Mato Grosso estão entre as crianças na faixa etária entre 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, puérperas, idosos acima de 60 anos e indígenas.
Entre os municípios com os piores índices de cobertura está Santa Cruz do Xingu (1.215 km ao nordeste de Cuiabá) que registrou a aplicação de apenas 3% das vacinas até o momento. Outros, como Nova Nazaré, Rondolândia e General Carneiro registraram coberturas de apenas 14,41%, 18,89% e 19,58%, respectivamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prorrogação da campanha foi necessária em decorrência dos possíveis impactos da paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos atendimentos em serviços de saúde.

De acordo com o gerente de imunização da SES, Thiago Rondon, além da paralisação que atingiu a distribuição das vacinas em algumas regionais do Estado, outro ponto que foi importante para definir a prorrogação foi a baixa cobertura em muitas cidades.

O gerente de imunização afirma que o estado recebeu entorno de 850 mil doses, quantidade mais que suficiente para a meta de imunização da campanha que é de 733 mil pessoas. Ele lembra ainda que a vacinação será mantida apenas para o público-alvo. 

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