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17.05.2018 | 17h35

Confiante em programa, cuiabana vem da Espanha por cirurgias mais baratas

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A morte da jovem Edléia Danielle Ferreira Lira, 33, após passar por duas cirurgias plásticas pelo programa “Plástica Para Todos”, causou uma enorme repercussão entre as pacientes que esperam para realizar cirurgias. O medo de se tornar uma vítima esbarra na vontade de realizar o sonho do corpo perfeito.

Reprodução

É o caso da cuiabana Patrícia Barbosa, 40, que mora em Málaga, na Espanha, e tem duas cirurgias já agendadas para julho, em Cuiabá, pelo programa. A distância de quase 8 mil quilômetros não impediu que Patrícia tivesse acesso ao grupo do programa, que oferece cirurgias plásticas a preços mais baixos do que o ofertado por médicos particulares.

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Patrícia explica que conheceu o programa através da irmã, pois mora na Espanha há 19 anos, e que entrou no grupo do WhatsApp do “Plástica Para Todos” sem a necessidade de pagar nada, diferentemente de Edléia.

Porém, ela conta que pagou R$ 50 para se cadastrar e garantir sua vaga para a consulta no mês de julho, quando vai pagar mais R$ 50. Patrícia vai aproveitar o período de férias com a família para realizar o tão desejado sonho da cirurgia plástica.

“Minha irmã que ficou sabendo, me mandou o contato deles e entrei no grupo do WhatsApp. De toda forma, eu ia operar se fosse com eles, ou com outro médico, pois quero muito fazer os procedimentos. Mas aqui é muito caro, você até assusta”, compara em entrevista ao Gazeta Digital.

Ela, que já foi submetida a cirurgia bariátrica, pretende fazer pelo programa a pós-bariátrica, que é a retirada de pele do braço, coxas e barriga. Além disso, vai colocar próteses de silicone e avalia fazer uma pequena lipoaspiração. Todos os procedimentos custarão R$ 13 mil, incluindo a internação no hospital e anestesia.

O valor pago, segundo ela, é inegavelmente mais barato do que na Espanha, onde apenas uma cirurgia para colocação de prótese de silicone custaria cerca de 5 mil euros (R$ 22,5 mil). Já a lipoaspiração custaria aproximadamente 950 euros (R$ 4,2 mil) por cada parte do corpo e retirada das peles da coxa custaria uns 8 mil euros (R$ 36 mil).

“No Brasil, com esses R$ 8 mil faço a lipoaspiração e retirada da pele. Não dá nem para comparar. É claro que depois do que aconteceu, eu estou com medo e assustada, pois foi muito recente. Mas seguramente que farei as cirurgias”, disse.

Outro benefício de se operar no Brasil e por meio do programa, segundo Patrícia, é que ela consegue fazer todas as cirurgias de uma única vez. Na Espanha, cada procedimento é realizado em separado e, por isso, demora mais para se obter o resultado desejado.

As cirurgias de Patrícia seriam realizadas no Hospital Militar, em Cuiabá, onde Edléia Danielle Lira também foi operada. Mas em razão da morte da jovem e toda a repercussão do caso, houve a mudança de local e Patrícia ainda não sabe onde vai ocorrer a cirurgia.

Edléia teve morte cerebral confirmada no último domingo (13), após ter um choque hemorrágico causado pelas cirurgias de lipoescultura e mamoplastia redutora, as quais foi submetida. Mesmo passando mal, a jovem teve de aguardar por 4 horas para conseguir transferência à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital Sotrauma.

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“Eles do programa me comunicaram que continua tudo igual, só que agora vão fazer em hospital que tem UTI, mas ainda não me comunicaram em qual”, afirmou.

Questionada se não tem medo de, a menos de 2 meses de se submeter aos procedimentos cirúrgicos não saber o local onde será operada, Patrícia se mostrou tranquila e confiante no programa.

“Tem vários médicos em Cuiabá que fazem cirurgia plástica em hospitais que não têm UTI. Mas agora estão aproveitando que faleceu a menina para fazer um alarme social tremendo, que está esta causando muito medo nas pessoas”, afirmou.

Ela assegurou ainda que escolheu o médico que vai opera-lá e que sabe que ele tem registro para atuar na profissão. Disse ainda que apoia o programa e que quer que sua história seja de incentivo a outras pessoas que desejam realizar o sonho da cirurgia.

“Eu não estou contra o programa. Sei que a menina faleceu e isso acontece. Aconteceu com ela, pode acontecer comigo ou com outro. Foi uma fatalidade”, encerrou. 

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Comentários

ANNE - 18/05/2018

Está totalmente por fora de valores moça, pois com 13 mil você conseguiria pagar somente a cirurgia pra colocar silicone com um profissional de verdade. O barato pode sair caro!!

Leitor Atento - 17/05/2018

"causou uma enorme repercussão entre as pacientes que esperam para realizar cirurgias", diz parte do texto. Só uma dúvida (contém ironia): só mulher faz cirurgia? Reflitam.

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