Bebê indígena apresenta melhoras, mas segue internada em UTI | Gazeta Digital

Terça, 03 de julho de 2018, 16h10

enterrada viva

Bebê indígena apresenta melhoras, mas segue internada em UTI

Camila Paulino, repórter do GD


Divulgação

A bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai, que sobreviveu após ficar 7 horas enterrada numa cova rasa continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e apresenta melhoras consideraveis no quadro de saúde.

Conforme boletim médico emitido nesta terça-feira (3), a menina deve passar por nova cirurgia para remoção do cateter. Desde o dia 25 a bebê já respira sem ajuda de aparelhos.

No entanto, o quadro de saúde dela ainda era considerado grave, por conta da insuficiência renal, que nesta semana já apresentou melhoras e os médicos então devem remover o cateter de tenckhoff, por onde a bebê realizava diálise com uso de drogas vasoativas.

De acordo com o boletim médico, Analu é acompanhada por fonoaudióloga para iniciar o processo de sucção, pois a dieta dela ainda é feita por sonda. A recém-nascida foi transferida para a Santa Casa da Misericórdia de Cuiabá no dia 6 de junho. Antes, ela ficou internada no Hospital Regional de Água Boa em estado grave de infecção generalizada e insuficiência respiratória.

O caso
A criança foi resgatada por policiais militares no município de Canarana (823 Km a leste de Cuiabá), no dia 5 de junho, após ficar aproximadamente 7 horas enterrada. Ela foi colocada na vala por volta de 14h e resgatada às 21h.

Um vídeo gravado no momento do resgate, divulgado pela PM, mostra a criança sendo retirada de um buraco escavado pelos militares.

 

Por meio de uma denúncia anônima, a PM foi informada que uma indígena de 15 anos tinha dado a luz a um bebê e logo em seguida, havia sido enterrado no terreno ao lado da residência onde mora a família, com o consentimento da mãe.

Investigações da Polícia Civil apontam que a bisavó da recém-nascida, Kutsamin Kamayurá, 57, e a avó Topoalu Kamayura,33, premeditaram o infanticídio. A investigação aponta que a avó e bisavó da bebê não a queriam por ser filha de mãe solteira.

Em depoimento, ambas confirmaram que haviam tentado que a adolescente abortasse a criança. Sem sucesso, vó e bisavó chegaram a coagir os familiares para não contarem a verdade.

Elas estão presas numa unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi determinado que ambas sejam monitoradas por tornozeleiras eletrônicas. 

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