Mortes por bombardeios bateram recorde em 2017, diz estudo | Gazeta Digital

Terça, 09 de janeiro de 2018, 08h23

Violência armada

Mortes por bombardeios bateram recorde em 2017, diz estudo


R7

Pelo menos 15.399 pessoas morreram vítimas de bombardeios ou explosivos nos primeiros 11 meses de 2017 — um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2016, quando 10.877 civis foram mortos por ataques a bomba. Os números são da ONG britânica Action On Armed Violence (Ação Sobre a Violência Armada, em tradução livre), que mede os impactos da violência armada no mundo desde 2011.

Em entrevista ao R7, o diretor-executivo da organização, Iain Overton, afirma que o mais preocupante a respeito do último levantamento é o número de óbitos causados por ataques aéreos.

— Até novembro de 2017, foram registradas 8.932 mortes de civis por ataques aéreos — um aumento de 82% em relação ao mesmo período de 2016, quando 4.902 civis foram mortos, ou 1.169% em relação a 2011, quando 704 morreram pela mesma causa. O total de mortes causadas por atores estatais por meio dos bombardeios aéreos é, com certeza, a grande descoberta do último ano de pesquisas.

Para Overton, o crescimento desenfreado no número de vítimas fatais por bombardeios se deve à contínua escalada da violência observada no mundo contemporâneo. “Violência gera violência. O aumento constante de explosivos de fabricação caseira usados em todo o mundo por terroristas nos dias de hoje é uma resposta aos bombardeios aéreos promovidos pelos estados por retaliação às organizações extremistas — que, por sua vez, incentivam novos atentados. É um ciclo mortal e vicioso”, afirma.

O estudo da AOAV lembra que o pior dos ataques a bomba de 2017 ocorreu no mês de outubro, na cidade de Mogadíscio, na Somália — quando um atentado com caminhão-bomba promovido pelo grupo extremista al-Shabaab fez pelo menos 512 vítimas fatais. O diretor-executivo da ONG defende que os políticos e a comunidade internacional precisam entender que é impossível derrotar fundamentalistas islâmicos como o Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) bombardeando cidades — a exemplo do que é feito em locais como Síria e Iêmen.

— O que pouca gente compreende é que milhões de pessoas são impactadas pela violência por bombas e explosivos em todo o mundo. E isso não é algo que acontece em um horizonte distante — no ano passado, 60 países foram atingidos por este tipo de ataque. Esse uso desproporcional dos explosivos afeta civis, destrói famílias, causa a crise global de refugiados e divide sociedades.

 

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