Força-tarefa é enviada para local de chacina em MT | Gazeta Digital

Sexta, 21 de abril de 2017, 10h59

CONFLITO AGRÁRIO EM COLNIZA

Força-tarefa é enviada para local de chacina em MT

Redação do GD


Policiais civis e militares estão no assentamento da Gleba Taquaruçu do Norte, a cerca de 250 km do perímetro urbano de Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá), na manhã desta sexta-feira (21), onde foram confirmados 5 mortos em uma chacina, ocorrida ontem (20).

Arquivo/GD

Devido a dificuldade de acesso ao local e de comunicação, equipe sob comando do delegado Edson Ricardo Pick, ainda não repassou novas informações sobre o conflito, motivado por conflito agrário na região.

Investigadora Elisângela Nuves, da Polícia Civil de Colniza, explica que o número de mortos pode ser maior, porém, a equipe que partiu para a localidade ainda não retornou.

Secretário Estadual de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, disse que enviou uma força-tarefa para auxiliar equipe de policiais civis e militares que já estão no local, de difícil acesso. "Helicóptero saiu hoje pela manhã de Cuiabá, porque devido o mau tempo de ontem, não foi possível decolar, mas uma equipe por terra já se deslocou, e para se ter uma ideia, o local é tão distante, que a equipe demorou 18 horas para chegar, a viagem é feita inclusive de barco".

Conforme Jarbas, existe uma equipe preparada, para caso identifique a autoria do crime, seja efetivada a prisão. "A atividade investigativa está sendo feita no local, de forma integrada entre as polícias civil e militar, unidos em busca da autoria e materialidade desse crime".

Conflitos Agrários 

Esta semana a Comissão Pastoral da Terra divulgou o estudo “Conflitos no Campo Brasil” baseados em registros feitos em 2016. Apesar de Mato Grosso ter registrado aumento nos assassinatos por conflito de terras no ano passado, o número passou de um para dois. O que de fato aumentou foi a violência contra os povos indígenas, uma vez que de oito pessoas ameaçadas de mortes, três eram indígenas e as demais lideranças ou integrantes de movimentos de sem-terra.

Mas os dados mostraram que Mato Grosso saiu do 3º lugar para o 6º com famílias vivendo em áreas de conflitos agrários. Ano passado eram 6.601, a maioria pertencente ao Parque Nacional do Xingu, nos municípios de Querência, Canarana e São Félix do Araguaia. No ranking nacional, o Maranhão aparece em 1º lugar e, segundo a CPT, tem 18.264 famílias em áreas de disputa.

Para a CPT, o número total de conflitos por terra em Mato Grosso é a soma de três variáveis: ocupações, acampamentos e ocorrências de conflito. De acordo com o coordenador da CPT em Mato Grosso, Cristiano Cabral, a região norte e noroeste de Mato Grosso continuam sendo as que mais apresentam violência no campo.

As duas mortes foram registradas nelas. Cabral destaca que o Comitê de Conflitos Agrários, criado no ano passado pelo Governo de Estado, não tem funcionado, já que não impediu o aumento da violência no campo. Mortes no campo - O primeiro assassinato ocorreu no dia 16 de junho, quando o integrante do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Valdomiro Lopes de Lorena, 56 anos, foi morto a tiros por pistoleiros em Nova Bandeirantes ( 1026 km de Cuiabá ao norte), por causa de disputa da posse das fazendas Acaraí e Matrincha/ gleba Japurana. A propriedade era pretendida por um madeireiro da região.

Segundo a CPT há 11 anos, cerca de 43 famílias reivindicam um assentamento no local, para terem direito a terra em que vivem e produzem. O outro crime ocorreu no município de Castanheira (779 km de Cuiabá a noroeste), Antônio José Raimundo dos Santos, liderança do MST, foi assassinado dia 18 de agosto, no próprio barraco que viva no acampamento Nova Esperança V, montado na Fazenda Vovó Amélia.

O registro feito pela CPT relata que o barraco incendiado e a polícia trabalha com a hipótese de que o incêndio foi para ocultar pistas do homicídio e que o crime teria sido praticado por acampados para roubar alimentos. As famílias contestam essa versão e atribuem o assassinato a disputa pela posse da fazenda. (Colaboraram Elayne Mendes e Alcione dos Anjos jornal A Gazeta)

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