Cientistas desenvolvem alimentos processados de pescado pantaneiro | Gazeta Digital

Sexta, 21 de abril de 2017, 10h36

Cientistas desenvolvem alimentos processados de pescado pantaneiro

Redação do GD


Carnes defumadas, nuggets, hambúrgueres, patês, quibes e outros alimentos feitos de pescado pantaneiro foram desenvolvidos pelo pesquisador da Embrapa Pantanal Jorge Lara dentro de rede de pesquisa do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), contando com o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Os produtos são voltados para consumidores de todas as idades e foram expostos no stand do CPP durante a segunda edição da FIT – Feira Internacional do Turismo do Pantanal, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá, Mato Grosso.

Divulgação

Os pesquisadores trabalharam por cerca de três anos para chegar às formulações que hoje estão prontas para serem comercializadas. “O projeto investigou espécies menos valorizadas para oferecer novas opções de produtos, utilizando peixes que retirem um pouco a pressão sobre as espécies mais consumidas”, diz Jorge Lara.

Ele afirma que, entre as espécies analisadas, o barbado e o piavuçu mostraram grande potencial de uso. “As crianças, muitas vezes, rejeitam o aroma do peixe. Nem todas gostam do cheiro ou do sabor do filé. Processando essa carne em um produto como o empanado, é possível amenizar o odor e sabor característicos e a criança se torna mais interessada”, afirma.

De acordo com o pesquisador, que realiza os estudos na unidade pantaneira da Embrapa em associação com o Centro de Pesquisa do Pantanal, a produção dos processados de pescado foi pensada para pequenos e médios empreendedores, como cooperativas de pescadores. “Com esse projeto, buscamos mostrar a viabilidade, a possibilidade de se produzir de maneira sustentável, diversificar a produção, levar proteína de qualidade para crianças e adultos e, ao mesmo tempo, garantir renda além do auxílio recebido no período de defeso”.

Jorge Lara garantiu que o investimento necessário para o trabalho com os processados é relativamente pequeno se comparado a outros empreendimentos da produção de alimentos. O pesquisador diz que é preciso avaliar o que o interessado já tem de estrutura – se possui uma câmara frigorífica, um local para armazenar os peixes, o tamanho e o tipo da produção pretendida. Ainda segundo Lara, este é um dos investimentos mais baratos no que diz respeito ao processamento de carnes no Brasil. (Com informações  assessoria do CPP)

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