Sexta, 21 de abril de 2017, 08h19

Mato Grosso perde 5,7 mil vagas de emprego no mês de março

Karina Arruda, repórter de A Gazeta


Depois de registrar saldos positivos em janeiro e fevereiro deste ano, Mato Grosso cortou empregos em março. O Estado fechou o mês com saldo negativo de 5,727 mil postos de trabalho, resultado da diferença entre as 27,443 mil contratações e as 33,169 mil demissões no período.

Divulgação

MT fechou o mês de março com saldo negativo de 5,7 mil postos de trabalho

O balanço faz parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. Este foi o pior saldo para março na série histórica, iniciada em 2003, e desde 2008, este mês tem resultado negativo.

O segmento que mais perdeu vagas foi o agropecuário, que encerrou o 3o mês do ano com saldo negativo de 4,287 mil empregos. Em seguida aparece o comércio, com a eliminação de 1,235 mil vagas, e o setor de serviços com -234 postos.

Nelson Piccoli, diretor financeiro da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) explica que a queda no número de vagas na agropecuária, que sozinha representa 74,85% do total de vagas perdidas no período, é reflexo da sazonalidade da produção.

Ele informa que pelo menos 95% da produção de soja foi finalizada em março. E as lavouras de milho e outras culturas já foram plantadas, o que leva os produtores a promoverem a redução nas contratações.“Deve haver retomada em contratações na 1ª quinzena de junho, quando começa a colheita de milho.

Depois uma 2ª retomada de contratações a partir da 2ª quinzena de setembro, quando inicia o plantio da soja, que representa a maior parte do mercado, e de outras culturas como algodão e arroz”.

Roberto Peron, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio/MT), aponta que o fator principal da queda de empregos no comércio e serviços é a crise econômica, que ainda não apresentou uma reversão em 2017, mesmo com medidas econômicas adotadas pelo governo. “Ainda estamos sofrendo os impactos da crise nos segmentos de comércio e serviços e para recuperar ainda levaremos um tempo”.

O vice-presidente da Fecomércio/MT explica que em virtude da queda nas vendas, o momento é de corte de despesas no setor. “A crise veio e atingiu todo o país. Esse processo de retomada econômica é lento.

A expectativa é que o setor comece a ter uma leve retomada a partir de maio, até mesmo em virtude do dia das mães e retomada de investimentos”, diz ao acrescentar que uma das medidas que deve ajudar a retomar as vendas é a liberação do FGTS que faz o dinheiro circular e dá um fôlego aos empresários. “Com a retomada do consumo, o setor avança e podem surgir novas contratações”.
 



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