Novos cursos para o Tite | Gazeta Digital

Quinta, 12 de julho de 2018, 00h00

Novos cursos para o Tite

Claudinet Coltri Jr.


Mesmo ganhando dois campeonatos pelo Corinthians em 2013, o Campeonato Paulista e a Recopa Sul-americana, Tite terminou o ano desgastado pelo mau desempenho no Campeonato Brasileiro, onde recebeu o apelido de "Empatite", por conta do alto número de empates na campanha. Foram 17 em 38 jogos (quase um turno inteiro, já que são 19 jogos por turno), com mais 11 vitórias e dez derrotas. Resultado que deixou o Timão em 10º lugar na tabela final.

Tite, então, ao final do ano deixou o clube e viveu um ano sabático, onde foi buscar mais aprendizagem. Viajou muito, estudou e voltou em 2015, conquistando o título de campeão brasileiro, mesmo tendo o time sido desmontado no meio do campeonato.

Nessa nova fase, com as novas competências adquiridas, Tite se especializou em pontos corridos, ampliando os resultados para as fases de grupos dos outros torneios. Ganhou todos. Foi líder das fases de grupos da Libertadores de 2015 (13 pontos, contra 12 do São Paulo) e 2016 (13 pontos, contra 10 do Cerro Porteño), e do Campeonato Paulista dos mesmos anos (37 pontos contra 34 do Santos, 32 do São Paulo e 31 do Palmeiras, em 2015, e 35 pontos contra 32 do Santos, 24 do Palmeiras e do Audax e 22 do São Paulo, em 2016). Em todos, sucumbiu no mata-mata. Perdeu a Copa do Brasil, também mata-mata. Não terminou o campeonato brasileiro, pois foi convidado e assumiu a seleção brasileira.

Ao assumir a seleção brasileira, Tite pegou a seleção com pontuação que não classificaria o Brasil para a Copa. Tirou a diferença e terminou o torneio em primeiro lugar. Pontos corridos. Na Copa do Mundo, na fase de grupos, também ficamos em primeiro lugar, com 7 pontos, contra 5 da Suíça. Perdemos no mata-mata.

Assim, os números nos mostram claramente que o nosso técnico perdeu a mão nas fases de jogos eliminatórios. É hora dele repensar a maneira de jogar e tentar um estilo de jogo que permita continuar ganhando sempre nas fases de grupos e nos torneios de pontos corridos, mas que, ao mesmo tempo, consiga melhorar os resultados nos jogos eliminatórios. Não adianta fugir: se não conseguirmos ganhar esse tipo de jogo, não haverá hexa. Tite está começando a lembrar o Telê na Seleção. Joga bem, sai de cabeça erguida, mas não consegue fazer o time chegar nem às semifinais. O Telê aprendeu (pós seleção, fazendo o São Paulo chegar a dois títulos da Libertadores e dois Intercontinentais). Esperamos que o Tite reaprenda, antes de 2022.

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.

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