O risco de um desastre | Gazeta Digital

Quarta, 14 de março de 2018, 00h00

O risco de um desastre

Renato Gomes Nery


A maior economia do mundo (EUA), sob a tutela de um presidente que não mede as consequências dos seus atos, se volta para o isolamento e deixa o seus parceiros de longa data na mão. O humor do aludido presidente varia diariamente e fala em romper diversos acordos comerciais. E não só fala cumpre, sem se importar com os desdobramentos dos seus atos. Ontem mesmo unilateralmente subiu a taxação do aço que entra em seu país sob a alegação da proteção de sua economia. Numa época de abertura ele fala em construir muros. Num país construído por imigrantes ele promete deportá-los. O mundo vive desassossegado, pois não sabe qual será o seu próximo passo. A sua política do "fire and fury" ainda pode botar fogo no mundo.

A guinada da insensatez não para por aí. Um potência mundial, perita em espionagem além de suas fronteiras, e com um dos maiores arsenais atômicos do mundo, sob a tutela de um Czar contemporâneo, fez saber a todos, em rede de televisão universal, que detém mísseis não identificáveis que podem destruir à socapa o mundo.

Outra grande potência oriental não esconde os seus planos expansionistas e impõe sua presença comercial em todos os recantos do planeta. Internamente é uma ditadura partidária que não prima pela livre imprensa e nem pelas liberdades individuais. Entronizou novamente o seu líder supremo com poderes incontrastáveis e lhe abriu a oportunidade de ser vitalício no cargo que ocupa.

Estas duas potências são filhas de regimes ditatoriais de esquerda que revelam o seu viés totalitário e não escondem as suas pretensões de dominar o mundo pela pior via que existe: a da força. O comunismo nunca escondeu as suas pretensões de impor-se no mundo inteiro. Soçobrou-se, mas sobreviveu a sua pior face: o totalitarismo.

A União Europeia que sempre foi a esperança de vida em comum entre os europeus fraqueja com a retirada do seu membro mais sólido e ilustre. Os seus membros, além de contagiados pela dissensão, se vêm as voltas com a discriminação que no passado foi contra os judeus e minorias, ora recrudesce contra os refugiados. A xenofobia não cresce somente na Europa, mas em outras partes do mundo.

Com o recuo da maior potência mundial, o equilíbrio está cada vez mais frágil. E o mundo soçobra a míngua de lideranças e estadistas de peso que podiam fazer a diferença, mas não fazem por que não existem. Foi o desequilíbrio das forças mundiais que levou as guerras Napoleônicas, a primeira e a segunda Grande Guerras. E quando isto acontece sempre aparecem aqueles líderes ou nações que se julgam predestinados a dominar o mundo. Um deles já se anuncia com os seus mísseis invisíveis e outro com a contínua expansão e poderes incontestáveis do seu líder maior. Daí ao desastre é um passo.

Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá. E-mail rgnery@terra.com.br

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