Caiu na rede e na vida dos brasileiros | Gazeta Digital

Sábado, 10 de março de 2018, 00h00

Caiu na rede e na vida dos brasileiros

Cristiana Uehara


Que o Facebook já não é a rede social favorita dos jovens, não é novidade. Isso aconteceu, principalmente, com o aumento do acesso dos "tios e tias". Sim, nossos pais chegaram ao feed. E o primeiro reflexo foi ver a molecada migrando para outras plataformas: Snapchat e Instagram. Quem se propôs a manter a rede, começou a aproveitar outras funcionalidades como os eventos, que tornou o Facebook em uma grande agenda cultural, e os grupos para troca de informações e recomendações.

Um cenário que fez a rede de Zuckerberg se mexer, e mesmo que ele não venha surpreendendo ultimamente, o anúncio sobre a mudança do algoritmo, que vai privilegiar postagens de pessoas (e não de marcas), pode ter sido uma grande notícia do período.

Enquanto grande parte dos jovens partiam em busca de plataformas mais descoladas e migravam para o Snapchat, o Instagram correu por fora com novas funcionalidades. Hoje, o Brasil já é o segundo maior público da rede, perdendo apenas para os EUA. A grande sacada? A possibilidade de acompanhar o dia a dia de pessoas que antes não sonhávamos em ter acesso foi o grande impulsionador deste crescimento. O ponto fraco: o algoritmo que não mostra mais os posts em ordem cronológica fez alguns seguidores saírem da rede.

Surpreendentemente, o Twitter vem crescendo a passos mais curtos, mas constantes. Em fevereiro, apresentou o seu primeiro lucro desde que abriu capital no país. A rede ainda possui funcionalidades que outras não conseguiram, como o bom uso de hashtags e o tempo real. Além disso, o não-entendimento sobre o seu funcionamento por pessoas mais velhas é, também, o grande motivo pelo qual os jovens podem preferir este meio.

Acredito que a criação do WhatsApp para empresas, o crescimento dos BOTs e de aplicativos com informações simples sobre os serviços têm a principal pretensão de reduzir o contato com pessoas, já que vai automatizar o serviço de call center e, consequentemente, torná-lo mais ágil. As redes sociais já vinham fazendo esse papel, uma vez que, ao enviar uma mensagem via Facebook, por exemplo, a taxa de resposta era mais rápida do que a de um SAC comum.

E para finalizar, não podemos esquecer do LinkedIn, a rede que levou o networking para a era da informação, em que trocamos não apenas contatos, mas, também, vagas, indicações, recomendações e conteúdo. Sim, conteúdo! Desde a criação do Pulse, o LinkedIn é, talvez, a rede favorita de grandes executivos que acessam para ler artigos sobre carreira, estilo de vida, entre outros, além de saber como está o mercado da sua área.

Se tem uma coisa que o brasileiro abraçou desde os tempos do Orkut, foi viver em rede. Um comportamento que tende a se transformar, mas nunca mais se desconectar dele.

Cristiana Uehara é supervisora de Conteúdo da agência ID\TBWA.

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