Manicômio Brasil | Gazeta Digital

Segunda, 12 de fevereiro de 2018, 00h00

Manicômio Brasil

Elesbão Moreno da Fonseca


No Brasil há um confronto entre a sua enorme potencialidade lastrada em seus recursos naturais, seu povo pacífico, e a classe dirigente. Clama o povo em sua forma ordeira, quase apática, por justiça social, educação, por um mínimo de direito, saúde pública, condições de trabalho, segurança. E o que vemos é a imposição da estupidez administrativa. Nesse quesito Mato Grosso se vitimiza com louvor. Quando da estúpida festa da estúpida Copa de futebol, numa euforia pré coito, o estado lançou diversas obras de mobilidade, de "modernização" do sistema viário. O VLT que funcionou foi a carona. As modernizações propostas e estudadas, inclusive com viagens ao exterior, estão ai a exigir sacrifícios quase mortais ao povo para a sua conclusão. E a estupidez se impõe incondicionalmente, pois fica mais cara a sua paralisação, face ao já gasto. Não há outra saída senão a assunção pelo governo seguinte de tamanha insensatez. A combinação letal do descompromisso com a má intenção. "Jenios".

No campo nacional um presidente que, presidente por um golpe de sorte ou sorte no golpe, ou ambos, caroneiro que tomou a boléia, poderia, em agradecendo as circunstâncias, nos brindar com uma dedicação exclusiva as causas nacionais. Mas as agendas marginais, a terceirização de malas com dinheiro, nomeação de ministra sem compromisso com princípios da pasta para a qual foi nomeada, o inclui entre autoridades com pouco estofo moral. A educação sem compromisso com o ensino, sem compromisso com o aprendizado, destacando negativamente o país nesse quesito no plano internacional. Uma pergunta aos nossos mandatários: o que impede implementarmos uma educação de qualidade para as nossas crianças? O que falta? Se houver um diagnóstico preciso, temos mais da metade do problema solucionado. Salário? É só salário? Condições de trabalho? Efetivamente, o que podemos fazer para entrarmos em uma condição competitiva com os países mais avançados Como adentrarmos o mundo dos avanços tecnológicos?

Um deputado federal mato-grossense que se notabiliza por declarações esdrúxulas, homofóbicas, exaltando o seu sectarismo religioso fundamentalista, poderia, ele e os outros aceitarem o repto de mudar agora as condições de vida do povo. A febre amarela, ventila-se é resultado do desastre ambiental ocasionado pela Samarco. Qual a punição para a empresa? O povo merece segurança, saúde, transparência. O povo patrão, o povo bom precisa de informações acerca das imagens divulgadas de nossos mandatários recebendo e embolsando quantidades oceânicas de dinheiro. O Estado está se deteriorando, vide o Rio de Janeiro onde os seus habitantes não exercem o direito básico de cidadania, que é o de ir e vir. Tornam-se alvos de tiros tão logo ponham os pés fora de casa. Ou mesmo dentro. Ou mesmo bebês dentro da barriga de suas mães. Antes do nascimento e já levando tiros. Vivemos em um estado esquizofrênico.

Alguns exemplares de políticos, que, logicamente, não podemos generalizar, demonstram um apego doentio a valores que não são os éticos, morais e muito menos patrióticos. São tomados por vícios pecuniários. Nenhum compromisso com o povo. Com os que, como animais, retiram seu sustento do lixo. Esperamos a mudança pelo trabalho com dignidade, a criação de oportunidades. Enquanto houver ministros acumulando dinheiro em apartamentos sem explicação para a sociedade da origem desses valores, a esperança esmaece. Temos um país para reconstruir. Isso só será possível pela educação, educação e educação e pelo ensino, ensino e ensino. As instituições públicas devem ações conclusivas ou explicações convincentes.

Elesbão Moreno da Fonseca é engenheiro civil e músico

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