Dia de Luta contra a Homofobia, o que a psicologia tem a ver com isso? | Gazeta Digital

Terça, 16 de maio de 2017, 18h47

Gabriel Pereira de Figueiredo

Dia de Luta contra a Homofobia, o que a psicologia tem a ver com isso?

Gabriel Pereira de Figueiredo


Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) excluiu as homossexualidades da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) ou International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD).

Por conta deste marco e tendo em vista a relevância que a despatologização da homossexualidade trouxe para o reconhecimento da legitimidade das demais orientações sexuais, a data foi instituída por diversas organizações sociais como dia de luta contra a homofobia. Esta data foi reafirmada no Brasil a partir de um Decreto Presidencial assinado em 04 de junho de 2010.

Alinhado aos avanços científicos e políticos supracitados, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou em 22 de março de 1999 a Resolução CFP nº 001/99 que “estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual”, dentre elas a de que a (o) psicóloga (o) deverá contribuir para a reflexão sobre o preconceito e a discriminação “contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas” bem como a de que a (o) psicóloga (o) não exercerá condutas que patologizem comportamentos ou práticas homoeróticas, incluindo pronunciamentos em meios de comunicação.

A publicação do CFP pode ser considerada de grande relevância para a profissão tendo em vista que auxilia as (os) psicólogas (os) nas atuações em diversos contextos, como também para a ciência no que se refere às pesquisas psicológicas no campo da sexualidade. Este avanço no campo científico possibilitou que os profissionais da Psicologia tivessem acesso no acervo científico a diversas publicações que apresentam a diversidade das orientações sexuais e seus aspectos psicológicos como, por exemplo, o sofrimento psíquico produzido pelas práticas discriminatórias.

A prática profissional nos diversos contextos em que a Psicologia está inserida é responsável pela inserção das identidades homoafetivas nos serviços e políticas públicas, contribuindo para a correção das assimetrias sociais responsáveis pela produção de sofrimento psíquico. Da mesma forma que se contribui para o combate à homofobia haja vista que a inclusão de pessoas homoafetivas nos diversos aspectos está relacionada com a desigualdade social existente no campo da orientaçãosexual.

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso – 18ª Região reafirma o compromisso da Psicologia no combate às opressões, sobretudo à homofobia e ao machismo, garantindo, então, o compromisso que a ciência e profissão psicológica têm com os Direitos Humanos.

Gabriel Henrique Pereira de Figueiredo é psicológo e Conselheiro do CRP-18
 

Gazeta Digital também está no Facebook, Twitter, YouTube e Instagram    



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Quinta, 20 de julho de 2017

14:21 - O que é um amigo para você?

00:00 - O trabalho sob pressão

00:00 - Tortura é inadmissível

00:00 - No caminho dos Andes

00:00 - Vida longa ao teatro de MT

00:00 - O governo de Pedro

Quarta, 19 de julho de 2017

10:01 - Quantas vezes você disse sim, querendo dizer não?

00:00 - Reforma Trabalhista tardia

00:00 - É preciso enxergar o futuro

00:00 - ISS e o serviço de engraxate


 ver todas as notícias
Cuiabá, Quinta, 20/07/2017
 

GD Empregos

WhatsApp Twuitter
GDEnem

Fogo Cruzado
titulo_jornal Quinta, 20/07/2017
F2df1421796856449f592a0bc5906daa anteriores

WhatsApp




Indicadores Econômicos

Indicadores Agropecuário

Mais Lidas Enquete

Uso de tecnologias cada vez mais avançadas deve contribuir para aumento do desemprego na indústria do futuro.




waze

Logo_classifacil









Loja Virtual