Contrato em risco | Gazeta Digital

Terça, 16 de maio de 2017, 00h00

Editorial

Contrato em risco

Da Editoria


O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), que assumiu o comando da cidade há quase 5 meses, promete apresentar uma solução para o impasse envolvendo a CAB Cuiabá até esta quarta-feira (17). A solução desenhada pelo ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), de que novos acionistas assumam o controle da concessão no município, não agradou muito o peemedebista, que tenta amarrar garantias de que o plano municipal de saneamento será executado na Capital no prazo previsto e com o volume de recursos necessário.

Pinheiro esteve reunido com os integrantes da RK Partners - responsável pela reestrututração societária da Iguá S/A, empresa prevista para assumir as operações no lugar da CAB Cuiabá - na última semana, mas não se mostrou muito animado com a conversa. O prefeito afirma que faltam garantias reais de que o planejado para a cidade será executado. Por outro lado, o peemedebista declara que não permitirá que "aventureiros", "neófitos" em saneamento sejam responsáveis pelos serviços em Cuiabá, uma vez que a população vem sofrendo sobremaneira com a falta de abastecimento de água e também com a coleta e tratamento do esgoto.

Todos os sinais indicam que Emanuel Pinheiro vai romper o contrato com a concessionária. Já durante a campanha eleitoral ele pedia ao então prefeito Mauro Mendes (PSB), que não fizesse nenhuma articulação, deixasse o "pepino" para o novo gestor. No entanto, Mendes preferiu fechar entendimento com os novos acionistas. São eles BNDESPar, Banco Bradesco e Banco Votorantim. Mendes adotou este caminho por entender que declarando a caducidade do contrato, Cuiabá teria ainda mais prejuízos.

Pinheiro não descarta ainda a possibilidade de a prefeitura reassumir os serviços, botando em funcionamento sistema parecido com o que era tocado pela Sanecap. No entanto, o prefeito reconhece não haver recursos suficientes para realizar todos os investimentos previstos. O gestor ainda afirmou que o ideal seria realizar uma nova licitação e que a ganhadora fosse uma concessionária que já prestasse serviço em grandes centros, com a experiência necessária para que Cuiabá experimente um verdadeiro salto, no que diz respeito ao saneamento básico.

Diante de toda esta celeuma, é preciso ter a ciência de que Cuiabá se aproxima dos seus 300 anos ainda sem universalizar o fornecimento de água e tratando somente 30% do esgoto produzido na cidade. É inadmissível que avanços ainda não tenham sido experimentados neste sentido. Saneamento básico preserva o meio ambiente e também garante saúde pública.



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