Sexta, 21 de abril de 2017, 00h00

Editorial

Sem emprego

Da Editoria


A crise econômica ainda não deixou o Brasil e a luz no fim do túnel ainda pode estar longe de ser alcançada. Apesar da redução gradativa nas taxas de juros e do controle da inflação, um importante indicador da economia ainda está no vermelho: o emprego. Nesta quinta-feira (20), o governo federal divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados (Caged) referente ao mês de março, que mostra um corte de 63,624 mil empregos em todo o país, resultado de 1.261.332 admissões e 1.324.956 demissões.

No 3º mês de 2017, a maioria dos estados brasileiros fechou com saldo negativo de empregos, totalizando 22 unidades da Federação, incluindo Mato Grosso. Apenas Tocantins, Paraná, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás registraram saldo positivo. Segundo os dados do Ministério do Trabalho, o maior saldo positivo de março foi apresentado no Rio Grande do Sul (+5.236 postos), puxado pelos setores da Indústria de Transformação (+5.214 postos) e do Comércio (+1.454 postos), seguido de Goiás (+4.304 postos), devido à expansão do setor da Agropecuária (+2.449 postos).

Voltando para Mato Grosso, os números do Caged apontam a eliminação de 5.727 vagas em março, resultado da diferença entre as 27.442 mil admissões e as 33.169 mil demissões. Este foi o pior saldo para o mês de março da série histórica do governo, que começou em 2003, e desde 2009 os números deste mês estão negativos.

Segundo o Caged, o corte de vagas com carteira assinada em Mato Grosso foi puxado pela agropecuária, que demitiu 4.287 mil pessoas a mais que contrataram. O setor contratou 4.287 trabalhadores e demitiu 9.000 pessoas. Outro setor que ficou com saldo negativo no mês passado foi o comércio, que perdeu 1.235 postos de trabalho, resultado de 8.451 admissões e 9.686 demissões. Os serviços também fecharam com saldo negativo, porém menor que o comércio. As admissões somaram 8.066 e as demissões 8.300 mil, gerando um saldo negativo de 234. A construção teve saldo de -194 empregos com carteira assinada, consequência das 2.319 demissões e das 2.125 contratações. Apenas os setores da indústria extrativa, serviços de utilidade pública e administração pública ficaram positivos em março no Estado, o que não significa que estão imunes à crise. Vale lembrar que o setor industrial vem registrando quedas na atividade nos últimos meses, e que a agropecuária vinha segurando os empregos por causa da safra, no entanto, a maioria destes empregos é sazonal, tendo influência do período de plantio e colheita dos grãos. Vale lembrar ainda que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta a existência de 13,547 milhões de pessoas desocupadas no país, correspondendo a uma taxa de desemprego de 13,2%. O número é preocupante, um dos maiores da história do país e que está tirando o sono de milhões de famílias. Uma situação dramática que a população deseja que passe logo, mas que vai depender de uma série de medidas que devem ser adotadas pelo governo. O remédio será amargo, mas necessário para a retomada do crescimento e da geração de empregos no país.



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