Deputados estaduais não devem concorrer ao Congresso Nacional | Gazeta Digital

Segunda, 09 de julho de 2018, 07h21

Deputados estaduais não devem concorrer ao Congresso Nacional

Lázaro Thor Borges, repórter de A Gazeta


Tudo indica que o deputado Leonardo Albuquerque (SDD) será o único parlamentar estadual a se candidatar ao Congresso Nacional este ano. Depois de ser eleito deputado estadual em 2014, Albuquerque já começa a se projetar para tentar trocar a Assembleia Legislativa pela Câmara dos Deputados.

Janaiara Soares

Isto porque o legislativo estadual, que costumava ser um criadouro de parlamentares que migravam para a Câmara, já não parece mais ser um ambiente tão fértil assim. Nomes como Eliene Lima, J. Barreto e Ezequiel Fonseca são exemplos de gente que mudou ou quis mudar de Cuiabá para Brasília depois de quatro anos de mandato. 

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Eliene e Fonseca foram eleitos, Barreto terminou como suplente e nunca assumiu a cadeira. O retrospecto mostra um caminho prodigioso para eventuais candidatos, mas o clima é diferente na Assembleia. Desde que Riva e Silval decidiram delatar e entregar antigos aliados, qualquer passo político parece arriscado.

A lista da procuradora Raquel Dodge, que cita diversos deputados, também é outro problema que pode manchar qualquer candidatura e diminuir as chances este ano. Albuquerque, no entanto, saiu imune dessa onda de denúncia. O deputado saiu na frente de Dilmar Dal Bosco e de Janaína Riva, nomes que foram cogitados como possíveis candidatos.

Divulgação

Leonardo junto de Pedro Taques

O parlamentar do partido Solidariedade, que pertence à base aliada de Pedro Taques (PSDB), também tem a seu favor uma votação expressiva em Cáceres, município onde perdeu as eleições para prefeito em 2012, apesar de ter conseguido se projetar politicamente. “Eu não queria me candidatar até pouco tempo atrás, mas eu me filiei ao partido e eles têm um projeto nacional de fazer um deputado federal em Mato Grosso”, ressalta.

Segundo Albuquerque, o fato de só ele ter se projetado para a Câmara este ano não quer dizer que a o espectro das delações tenha inibido os parlamentares de Mato Grosso. “Essa mudança na política também tem seu papel na decisão dos deputados, mas acredito que sejam também questões pessoais. O Dilmar sempre me disse que não sairia e a o partido da Janaína tem outras candidaturas para lançar, como a do Bezerra por exemplo”, explicou.

As alterações nos limites de gastos das campanhas também pode ter sido um entrave, conforme avalia o deputado. Albuquerque gastou R$ 812.061,15 em 2014 para conseguir chegar à Casa de Leis. Este ano, deputados federais e estaduais podem ter uma despesa de até R$ 2,5 milhões e R$ 1 milhão, respectivamente.

“Por ser uma campanha mais ampla e mais abrangente, este ano vou ter que gastar mais do que em 2014, mas acredito que não vá chegar no teto do TSE”, ressalta. “Quando me candidatei a deputado estadual, consegui fazer uma campanha relativamente barata, menor até de que alguns vereadores de Cuiabá”.

 

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