Leitão aposta em Alckmin no 2º turno e diz que Bolsonaro só tem discurso | Gazeta Digital

Sábado, 09 de junho de 2018, 15h55

eleição presidencial

Leitão aposta em Alckmin no 2º turno e diz que Bolsonaro só tem discurso

Celly Silva, repórter do GD


O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) está otimista com a candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin à Presidência da República e acredita que ele irá para o 2º turno, em outubro. “Acredito muito no crescimento do Geraldo pelo seu currículo. Alguns estão prometendo, alguns estão animando com discurso, mas o Geraldo tem serviço prestado”, disse o tucano.

Otmar de Oliveira

Nilson Leitão

Sobre a inserção do também pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL), junto ao eleitorado ruralista, base de Leitão em Mato Grosso, o tucano citou que, em São Paulo, Alckmin já realizou algumas das pautas prometidas por Bolsonaro, como o enxugamento da máquina pública, com a venda de carros e aeronaves oficiais e melhorando os índices de segurança pública.

“Serviço prestado vai valer mais do que o discurso. Na hora certa, na hora que o eleitor estiver concentrado nas eleições, ele vai perceber o currículo”, afirmou.

Leitão sustenta a crítica comparando o trabalho realizado por Jair Bolsonaro em 7 mandatos e por ele em 2, como deputado federal. “Vamos tratar aqui de invasão de terra. É um tema usado pelo Bolsonaro, mas a lei quem apresentou pra evitar isso foi o Nilson Leitão, que tem dois mandatos só. Hoje a lei que penaliza quem rouba um pacote de arroz e quem rouba um fuzil é a mesma, de 6 meses a 1 ano. Quem apresentou a lei mudando de 5 a 10 anos a prisão pra quem rouba um fuzil ou uma arma contrabandeada, adulterada ou restrita das forças armadas foi o deputado Nilson Leitão. Então, são temas que não precisa prometer para quem for presidente. É um problema do Congresso Nacional. E quem está a 7 mandatos poderia ter feito, né?”, ironizou.


Jair Bolsonaro

Nilson Leitão ainda criticou a postura de “salvador da pátria” que tem sido atribuída a Bolsonaro, lembrando que o Brasil já teve experiência desse tipo. E, apesar das alfinetadas, afirmou que tem um bom relacionamento com o colega de parlamento.

“Quando eu presidi a Frente [Parlamentar da Agropecuária], ele sempre participou conosco. Não tenho nenhum problema em falar o nome dele, mas eu prefiro trabalhar, neste momento em que o Brasil precisa de segurança política, prefiro alguém que sente atrás da mesa e seja gestor do Brasil. Eu não sou muito a favor de salvador da pátria. Salvador da pátria tivemos o Collor que durou pouco tempo”, asseverou.  

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