'Sistema político entrou em colapso', diz professor | Gazeta Digital

Quinta, 18 de maio de 2017, 11h55

LAVA JATO

'Sistema político entrou em colapso', diz professor

Keka Werneck, repórter do GD


Reprodução

Linha sucessória: Temer, Maia, Eunício e Cármem

 

Cientista político João Edisom, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o sistema político brasileiro entrou em colapso de vez, com a denúncia complicando o presidente Michel Temer (PMDB), na Operação Lava Jato, e acredita que ele não tenha outra saída a não ser renunciar até o próximo domingo (21). No entanto, ressalta que o caminho das eleições diretas é inconstitucional.

Arquivo/ A Gazeta

Professor João Edisom

São as considerações que faz a princípio neste cenário conturbado, após denúncia publicada pelo O Globo, revelando áudio do dono da Friboi, Joesley Batista, envolvendo o presidente Temer.

No áudio, Temer diz que "tem que manter isso aí", se referindo a pagamentos de propina ao ex-deputado federal peemedebista Eduardo Cunha, para evitar que "abra o bico". Cunha está preso em Curitiba, na Lava Jato.

Na noite de ontem, a Presidência da República divulgou nota afirmando que Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha".

Para o professor João Edisom, a negativa de Temer não garante a ele governabilidade.

O que deve acontecer daqui em diante

Apesar do cenário, Temer pode ficar no poder, finalizar o governo, possivelmente em constantes crises, mas também pode sofrer um impeachment.

Ao invés de defender a bandeira das Diretas Já, o professor entende que o melhor para o país é, após renúncia de Temer, caso ocorra, que o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) assuma o Brasil. "Como ele investigado, se também renunciar a esta empreitada, que assuma o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que também é investigado e pode se esquivar. Neste caso, assumiria a presidente do Supremo Tribunal Federalo (STF), ministra Cármem Lúcia", pontua o professor.

Se Maia assumir o país, Eunício ou Cármem Lúcia, a Constituição fala em convocação de eleições indiretas até 20 de junho, ou seja, em 30 dias.

"Só os parlamentares escolheriam o novo presidente", ressalta.

Em caso do povo ir às ruas e pressionar por uma nova eleição, a Constituição teria de ser modificada. "Criar uma PEC a toque de caixa", preocupa-se.

No fim dos governos militares, Tancredo Neves, ironicamente avô de Aécio, foi eleito presidente indiretamente pelo Congresso em 1985. Três meses depois faleceu, assumindo o vice José Sarney, ambos do PMDB. Para que houvesse eleições diretas, o Congresso convocou Assembleia Constituinte. Em 1988, foi homologada a carta maior vigente. Em 1998, o povo brasileiro votou novamente para presidente.

Aécio não assumiu por pouco

O professor João Edissom destaca que se a chapa Dilma-Temer tivesse se dissolvido em menos de dois anos de gestão, ou seja, até janeiro deste ano, assumiria a segundo colocado nas últimas eleições presidenciais, o Aécio. "Este que agora está em risco de ser preso", observa.

Para o professor, todo este contexto confirma o colapso do sistema político brasileiro. "Não é Dilma, Lula, Temer ou Aécio que vão resolver isso. O modelo político faliu, tem que mudar", ressalta.
 

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