Janaina diz que vai 'às últimas consequências' para punir autores de grampos | Gazeta Digital

Quarta, 17 de maio de 2017, 16h01

Janaina diz que vai 'às últimas consequências' para punir autores de grampos

Celly Silva, repórter do GD


A deputada Janaina Riva (PMDB) disse que vai “às últimas conseqüências para buscar uma punição exemplar” aos atores do que ela chamou de crime, se referindo à denúncia de grampos ilegais feitos pela Polícia Militar a mando de membros do governo contra opositores. “Já fui ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e pretendo ir à Procuradoria Geral da República. Se necessário, vou ao ministro da Justiça!”, asseverou.

JL Siqueira/ALMT

A deputada Janaina Riva fez duras críticas à existência de espionagem clandestina e de ataques machistas por parte do governo

Durante discurso no Plenário da Assembleia Legislativa, em sessão ordinária desta terça-feira (16), a parlamentar afirmou que foi vítima “de forma sórdida” da invasão de sua privacidade, se referindo aos grampos e também ao compartilhamento de uma foto em que ela aparece de pijama pelo secretário de Estado de Comunicação, Kléber Lima.

Logo no início de sua fala, Janaina citou trechos da lei que aponta os crimes contra a probidade administrativa para criticar o governador Pedro Taques (PSDB), “A responsabilidade de um gestor não é apenas pelos seus atos, mas também pelos atos de sua equipe”, afirmou. E acrescentou que “não cabe a um governador se apoderar do famoso ‘eu não sabia’”, criticando a negativa de Taques quando questionado sobre o conhecimento da denúncia feita pelo promotor de Justiça Mauro Zaque.

A deputada ainda manifestou confiança no promotor e disse que “qualquer apuração vinda das hostes palacianas são suspeitas”, ao apontar que membros do governo estariam fraudando documentos para se defender e, consequentemente, acusar inocentes, remetendo à acusação de fraude em protocolo atribuída por Taques a Mauro Zaque.

A peemedebista também cobrou providências da Assembleia Legislativa, onde ela pretende instituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a suspeita de grampos ilegais. Ao mesmo tempo, criticou a base aliada do governo, a quem acusou de abrir mão de seu papel e aceitar “arranjo” promovido no Palácio Paiaguás.

“Ao receber a informação de que 10 colegas da base também estão grampeados, entendi os motivos da preocupação do nobre governador. Já nem confio mais que essa casa se utilize de um instrumento como a CPI para apurar com seriedade esse ataque à democracia. Por isso, vou à Corregedoria e ao CNJ para apurar a responsabilidade do magistrado. Mas vou também à nossa gloriosa e ilibada Polícia Militar para pedir que se apure a responsabilidade de cada um dos policiais envolvidos na elaboração desse relatório e que hoje estão nomeados na Casa Militar, sabe-se lá porquê, sob as ordens do governador”, ironizou.

Segundo a deputada, aos poucos, para garantir sobrevivência política, todos vão se tornando “reféns” de Pedro Taques, a quem chamou de centralizador. Por conta disso, Janaina afirmou sentir-se impotente e vítima de um “jogo sujo e rasteiro”, além de humilhada por conta da exposição a que foi submetida pelo secretário de Taques, mas afirmou que não vai se desestimular na busca da apuração dos grampos.
 

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