Silval orienta que Paulo Taques e Mauro Savi façam delação premiada na Bereré - Veja vídeo | Gazeta Digital

Quarta, 16 de maio de 2018, 12h50

conselho de um delator

Silval orienta que Paulo Taques e Mauro Savi façam delação premiada na Bereré - Veja vídeo

Pablo Rodrigo, repórter do GD


João Vieira

Ex-governador Silval foi ouvido na Procuradoria-Geral de Justiça

O ex-governador Silval Barbosa, que cumpre prisão domiciliar desde junho do ano passado, após ter fechado acordo de delação premiada junto ao Ministério Público Federal (MPF), recomendou ao ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão Pedro Zamar e ao deputado Mauro Savi (DEM), que façam delação premiada junto à justiça, referente ao esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). O esquema foi desarticulado na Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

"Eu aconselho o Mauro Savi, o Paulo Taques, o outro irmão dele [Paulo Zamar], que também faça o mesmo, que contribuam com a justiça", disse Silval ao Gazeta Digital nesta quarta-feira (16), após ter saír da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), onde prestou esclarecimentos em processos relacionados à esfera cível.

Silval acredita que uma possível delação dos primos do governador Pedro Taques (PSDB), seria a maneira de manter o discurso da atual gestão. "Se eles falam tanto em transparência e lisura, que ajudem a passar o Estado a limpo".

Paulo Taques, Pedro Zamar e Mauro Savi estão presos desde o dia 9 de maio, durante a 2ª fase da Operação Bereré, denominada Bônus. Todos são acusados pelo Ministério Público de integrar uma organização criminosa que chegou a desviar mais R$ 30 milhões do Detran.

Paulo Taques é acusado de ter recebido R$ 2,4 milhões para garantir que o contrato da EIG Mercados Ltda continuasse durante a gestão Taques.

Segundo Silval, a delação "é uma forma da gente corrigir a história e tudo que foi errado", disse.

Perguntado se soube durante o período de transição entre o seu governo e o governador Pedro Taques, em 2014, que o contrato com a EIG continuaria com o aval de Paulo Taques, Silval apenas sugeriu que todos os envolvidos contribuam.

                       

 

 "O que eu falo é que quem cometeu ilicitos em nome de grupos , que ajuda e contribua, que passe a colaborar com a justiça como nós fizemos", finalizou.

Silval Barbosa passou mais de duas hora na PGJ em reunião com o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, e outros membros do O Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) Cível, para tratar de processos oriúndos das delações premiadas sua, de sua família e do seu ex-secretário Pedro Nadaf.

De acordo com asinvestigações do Ministério Público, o esquema de desvio de dinheiro do Detran para pagar propina a políticos, agentes públicos e empresários, começou em 2009, envolvendo empresa EIG Mercados.

O esquema teria continuado após o governo Silval Barbosa, com a participação do então secretário-chefe da Casa Civil do governo Taques, Paulo Taques.

Ainda segundo as investigações, Pedro Jorge Taques agia em nome de seu irmão, o ex-secretário de Casa Civil, no esquema operado no Detran envolvendo a empresa EIG Mercados para o desvio de cerca de mais de R$ 30 milhões de 2009 a 2015.

Como prova o MP apresenta um contrato assinado no dia 6 de outubro de 2014, dia seguinte às eleições gerais de 2014, em que o governador Pedro Taques (PSDB) foi eleito e Paulo Taques escolhido chefe da Casa Civil. Paulo Taques, Pedro Zamar e Mauro Savi, negam todas as acusações. 

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