Nadaf revela pagamento de R$ 50 milhões de propina a conselheiros | Gazeta Digital

Quinta, 11 de maio de 2017, 19h19

Em delação premiada

Nadaf revela pagamento de R$ 50 milhões de propina a conselheiros

Karine Miranda, repórter do GD


O ex-secretário de Indústria e Comércio e da Casa Civil, Pedro Nadaf, afirmou, durante depoimento de delação premiada, que pagou R$ 50 milhões de propina a cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para aprovação das contas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) referente à gestão em 2014.

O depoimento foi prestado ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em setembro de 2016, porém só veio à tona agora. A informação refuta o posicionamento do TCE que arquivou, por falta de provas, a denúncia encaminhada ao órgão de que os conselheiros Antonio Joaquim, Valter Albano, José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Gonçalo Domingos de Campos Neto e Sérgio Ricardo teriam sido beneficiados com o valor.

Chico Ferreira/A Gazeta

Nadaf revela ter pago R$ 50 milhões de propina a conselheiros

Segundo o depoimento de Nadaf, Silval lhe confidenciou que o então presidente do TCE em 2013, conselheiro José Carlos Novelli, o procurou oferecendo vantagens no que diz respeito a diversas situações do governo que envolviam uma soma vultuosa de valores e que estavam sob fiscalização do TCE.

Entre elas, as obras da Copa do Mundo, os incentivos fiscais, o programa MT Integrado, obras em andamento nas secretarias estaduais, bem com a aprovação das contas da gestão. Para isso, Noveli teria cobrado propina do peemedebista.

“O ex-governador teria fechado um acordo de pagamento mensal de R$ 3,5 milhões a serem distribuídos a cinco conselheiros do Tribunal de Contas, em 14 parcelas que na soma total chegariam ao montante de aproximadamente R$ 50 milhões a título de propina paga por Silval Barbosa aos conselheiros”, diz trecho do depoimento. Apenas Campos Neto, dos seis conselheiros investigados pelo TCE, não teria  querido receber a propina.

Nadaf ressalta ainda que o valor pago foi proposto pelo então presidente José Carlos Noveli e obtido por meio de recursos públicos desviados na denominada operação Seven - e complementados com outros recursos também desviados com a finalidade de pagar propina.

Na operação Seven, Sival, Nadaf e outros oito envolvidos são acusados de fraude na expropriação de terras rurais e mudanças de destinação de tais terras a fim de aquisição simulada de uma área rural de 721 hectares, que, na verdade, já havia sido adquirida anos antes pelo Estado.

Sem provas – Embora o pagamento de propina conste na delação de Nadaf, uma comissão de instrução sumária instaurada para apurar a denúncia no próprio TCE afirmou que, após seis meses de investigação, não haveria provas de que os conselheiros do TCE receberam tais valores.

Silval, o próprio Nadaf, Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda), Arnaldo Alves (Planejamento), além de Afonso Dalberto (Intermat), foram ouvidos pelos membros da comissão, enquanto estavam todos presos no Centro de Custódia de Cuiabá, mas não quiseram falar sobre o assunto.

Já os seis conselheiros titulares e servidores do TCE também foram interrogados e negaram as acusações. 

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