Juíza marca interrogatório de Paulo Vieira na Lava Jato | Gazeta Digital

Terça, 10 de julho de 2018, 13h15

Juíza marca interrogatório de Paulo Vieira na Lava Jato


Estadao

 A juíza Maria Isabel do Prado, da 5Ð Vara Federal de São Paulo, marcou para o dia 9 de agosto o interrogatório do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, emblemático personagem de governos do PSDB ligado a políticos do partido. O executivo é acusado por supostos desvios de R$ 7,7 milhões da estatal paulista em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel. A investigação é da força-tarefa da Operação Lava Jato, em São Paulo.

‘Designo, outrossim, o dia 9 de agosto de 2018, às 10:00 horas, também para oitiva de testemunhas residuais, interrogatório dos réus e encerramento da instrução‘, determinou a magistrada.

Na mesma decisão, de 29 de junho, Maria Isabel marcou para 26 de julho, às 10h, a ’oitiva da testemunha ministro Aloysio Nunes, oportunidade em que serão, outrossim, ouvidas outras eventuais testemunhas residuais’. O tucano é chefe do Ministério de Relações Exteriores.

‘Oficie via deprecata a testemunha ministro de Estado nos termos do artigo 221 do Código de Processo Penal, sugerindo-se a data designada, bem como, expeça-se desde logo sua intimação pessoal para comparecimento no dia 9 de agosto na hipótese de que não indique data para oitiva dentro do prazo de 30 dias, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal‘, ordenou.

A juíza ainda homologou a desistência de duas testemunhas do ex-chefe de Assentamento da Dersa José Geraldo Casas Vilela. Uma delas é o engenheiro Edison Mineiro dos Santos, fiscal da Dersa.

Edison Mineiro foi alvo de mandado de prisão temporária ordenado por Maria Isabel na Operação Pedra no Caminho. A ação, deflagrada em 21 de junho, mira em desvios que podem chegar a R$ 600 milhões em recursos públicos em obras do Rodoanel Norte. O fiscal foi solto em 29 de junho.

A denúncia criminal contra Paulo Vieira atinge outros quatro investigados, todos acusados de desvios em proveito próprio e de terceiros, entre 2009 e 2011. O montante global foi de R$ 7,7 milhões (valores da época) em recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas por grandes obras da Dersa na região metropolitana de São Paulo - o trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê.

A acusação aponta que o ex-diretor comandava o esquema. Os investigados são suspeitos de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

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