Planalto coloca Luciano Huck no radar e pressiona aliados | Gazeta Digital

Terça, 13 de fevereiro de 2018, 08h26

política Nacional

Planalto coloca Luciano Huck no radar e pressiona aliados


Estadao

Sem expectativa de manter a unidade dos partidos aliados na eleição, o Palácio do Planalto mudou a estratégia e passou a elogiar o apresentador Luciano Huck, sob o argumento de que ele pode até mesmo ter o apoio do MDB, se for candidato à cadeira do presidente Michel Temer. O movimento foi calculado para reagir às articulações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na tentativa de mostrar que o MDB pode desequilibrar o jogo.

Reprodução

Dono do maior tempo de TV na propaganda política, o partido de Temer não pretende avalizar Huck, que hoje flerta com o PPS. Com a nova tática, porém, demarca o território para deixar claro que se não querem o seu "dote" por medo da impopularidade do presidente, um outsider na política pode levá-lo e sair na frente nessa corrida.

Nos bastidores, auxiliares de Temer dizem que tanto Alckmin quanto Maia fazem discurso público favorável à reforma da Previdência, mas, na prática, lavam as mãos e não ajudam a angariar votos para aprovar a proposta. A avaliação no Planalto é a de que os dois não têm interesse em fortalecer o governo em um ano eleitoral.

Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão, o centro político intensificou as negociações para encontrar um nome que possa herdar votos do petista, caso ele fique inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O problema é que, até agora, todos os postulantes desse espectro patinam nas pesquisas de intenção de voto, e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado no segundo lugar, atrás de Lula.

Agenda

Maia é um dos pré-candidatos que mais incomodam o Planalto porque, além de avançar sobre partidos da coalizão, critica o governo. Com relacionamento apenas protocolar com Temer, o presidente da Câmara projeta sua campanha com apoio do PP, PR, PRB, PHS e Solidariedade. Em recente reunião com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, o deputado Paulo Pereira da Silva — que comanda o Solidariedade - e os ministros Alexandre Baldy (Cidades) e Mendonça Filho (Educação), Maia pregou uma agenda "mais popular".

"O Orçamento da União está comprometido, mas não com novas políticas públicas que cuidem dos jovens", insistiu ele na reabertura dos trabalhos do Legislativo, em mais um discurso que contrariou o Planalto. "Falar a verdade é sempre o caminho para que a política se reconcilie com a sociedade."

Temer vai aproveitar a reforma ministerial, no fim de março, para condicionar a manutenção dos partidos na Esplanada ao apoio a um candidato que defenda o governo na campanha. Até hoje, porém, esse nome não apareceu.

O titular da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é um dos que disputam a vaga, mas o próprio Temer disse preferir que ele continue no comando da economia. "Só vou tomar uma decisão no fim de março. Peru não morre de véspera", brincou o ministro, que, sem a chancela do PSD de Gilberto Kassab, pode migrar para o MDB.

A decolagem de Alckmin, por sua vez, é vista com ceticismo no Planalto. O presidente e seus interlocutores, no entanto, mantêm diálogos frequentes com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Embora amigos em comum de Temer e Alckmin tentem promover um encontro entre os dois para verificar se é possível algum acerto do MDB com o PSDB, nada foi marcado. "É importante conversar. O Brasil não precisa de guerreiros, mas, sim, de pacificadores", disse o governador ao Estado.

Alckmin está preocupado com a falta de candidatos próprios do PSDB para lhe dar palanque em Minas e no Rio, dois dos três maiores colégios eleitorais, depois de São Paulo. A portas fechadas, correligionários de Temer comentam que o tucano poderá ser "cristianizado" na campanha, se não conseguir melhorar seu desempenho. "Michel, com sua alta popularidade, é que deve ser o candidato desse campo. Só ele tem condições de unir os aliados", ironizou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário político do presidente.

Ministros do MDB argumentam que, se até abril a retomada econômica provocar uma sensação de bem estar social, Temer poderá ganhar pontos e tentar novo mandato. Observam, porém, que caso sua aprovação permaneça baixíssima, ele não disputará para não ser submetido a um fiasco nas urnas. Nesse cenário, a tendência é que o MDB negocie um candidato a vice, apostando na eleição de grandes bancadas na Câmara e no Senado para voltar a dar as cartas no Congresso, a partir de 2019. 

Gazeta Digital também está no Facebook, YouTube e Instagram   



Aguarde! Carregando comentários ...


// matérias relacionadas

Terça, 17 de julho de 2018

15:30 - Líder do PR diz que bancada está dividida entre Lula e Bolsonaro

11:22 - Marina lança site para arrecadar recursos e financiar campanha eleitoral

Segunda, 16 de julho de 2018

11:37 - MBL pede que TSE declare Lula inelegível antes de registro de candidatura

Domingo, 15 de julho de 2018

11:01 - Justiça manda governador Pedro Taques explicar gastos em reuniões com servidores

Sexta, 13 de julho de 2018

15:52 - Flávio Rocha desiste de candidatura à Presidência

14:29 - Marun diz que ano eleitoral influencia pauta do Congresso

Quinta, 12 de julho de 2018

13:38 - Collor volta a falar que é pré-candidato e que Lula é vítima de injustiça

Quarta, 11 de julho de 2018

14:37 - PRB mantém candidatura de Flávio Rocha e se diz 'usado' pelo 'Centrão'

Segunda, 09 de julho de 2018

17:00 - Datena desiste de candidatura ao Senado e volta à TV

Domingo, 08 de julho de 2018

13:00 - Candidatos estão proibidos de fazer inaugurações de obras públicas


// leia também

Terça, 17 de julho de 2018

17:34 - Cassação de Maluf deve voltar a ser discutida na Câmara em agosto

14:09 - Prefeitura do Rio diz que imprensa divulga 'colocações distorcidas' de Crivella

14:06 - Como presidente em exercício, Cármen cumpre agenda intensa de compromissos

13:30 - Maria Silvia: reforma é importante, mas é preciso ambiente de negócios melhor

13:10 - Cármen Lúcia assume Presidência da República interinamente

09:03 - PF desarticula grupo que clonou celulares de ministros de Temer

Segunda, 16 de julho de 2018

20:30 - Cármen Lúcia assume Presidência da República nesta terça e quarta-feira

20:08 - Governo de SP prepara ação contra a União por greve dos caminhoneiros

19:10 - Justiça bloqueia R$ 3,1 milhões de Crivella e mais 8

16:31 - Justiça proíbe Crivella de usar máquina pública para beneficiar grupos religiosos


 veja mais
Cuiabá, Terça, 17/07/2018
 

Facebook Instagram

Fogo Cruzado
titulo_jornal Terça, 17/07/2018
B3fcf61667c84b61119bf5837cdaaf38 anteriores



Indicadores Econômicos

Mais Lidas Enquete

A apreensão de material do jogo do bicho e a liberdade de Arcanjo têm alguma ligação?




Logo_classifacil









Loja Virtual