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12.01.2018 | 00h00

Sempre a mesma desculpa

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Estimados leitores, não sou muito de falar de política, mas a condição de cidadão que paga impostos e mora na cidade de Chapada dos Guimarães me legitima o direito de tecer algumas considerações sobre a prática política recorrente de dar desculpas. O ano se inicia, com eleições para acontecer neste ano e parece que os nossos dirigentes perderam completamente a criatividade, inclusive em dar desculpas para a sociedade, haja vista que as justificativas são sempre as mesmas.

No primeiro ano em que assumem a gestão do município ou estado, colocam a culpa dos problemas na administração anterior, que não fez, que não prestou contas, que desviou recurso, entre tantas outras conhecidas justificativas. Tudo bem que muitas delas realmente são procedentes, têm fundamento, são verdadeiras.

Mas o que não dá para aceitar é quando já se passou mais de um ano da nova gestão e ainda continuam culpando a gestão anterior, como tem acontecido aqui em Chapada dos Guimarães. Espera aí. Onde fica a competência da nova equipe que assumiu a gestão municipal, com o discurso de fazer diferente, de mudar a prática que existia.

Um bom gestor e sua equipe tem que saber administrar com problemas e crises. Se for administrar só coisas certas e regulares, é fácil ser gestor. Quero ver fazer valer a retórica de que a nova equipe vai resolver os problemas, como tem acontecido aqui na cidade de Chapada dos Guimarães.

Os problemas com a falta de água continuam, com a saúde precária beirando ao caos, a educação patinando e o turismo e a cultura, que deveria ser o carro forte do município, continua uma piada de mau gosto. Triste de se ver. E a culpa é de quem? Da gestão anterior, é o que se ouve à "boca miúda".

Na verdade, colocar a incompetência e ingerência administrativa na gestão anterior já se tornou uma prática cultural no âmbito das políticas públicas em todo o país, uma falta de criatividade e, principalmente, de ética e decência, em assumir que a equipe que está à frente da administração pública do município não tem condições técnicas, pedagógica e política de avançar na solução dos problemas existentes atualmente no município. Que gestão pública não se trata de confiança particular na pessoa que ocupa o cargo, mas sim na formação educacional e técnica para o exercício da função a que o gestor maior designou o indivíduo.

Enfim, nos resta nos posicionarmos contra essa prática de colocar a culpa no outro, e buscarmos caminhos para uma administração pública pautada na competência, na seriedade, na preocupação, no compromisso com a cidadania e no respeito aos eleitores que delegaram e acreditaram na competência do candidato a gestor do município.

Elias Januário é educador, antropólogo, historiador e escreve às sextas-feiras em A Gazeta. E-mail: eliasjanuario@terra.com.br

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