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13.01.2018 | 00h00

Ano perdido 2018

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Em 2018 o brasileiro começa a velha busca por novas esperanças de vida melhor. Mal sabe que o que lhe espera neste ano em nada vai melhorar sua vida que hoje é a consequência de atos eleitorais que praticou no início do século ao eleger o Partido dos Trabalhadores para governar este País. O pouco que se arrumou na administração do Brasil, e que começou a dar resultados, impulsionou esperanças de um novo tempo. Entretanto, ilusões populistas e de sonhos ideológicos de líderes políticos, como FHC, por exemplo, levou a Nação a uma guinada a esquerda de forma desastrada e em perdidas ilusões de que processos arcaicos de formatação de governo, dos idos do início do século XX, ainda fossem possíveis em um mundo em disparada para a maior revolução industrial e tecnológica que se tem conhecimento. Esta revolução não aceita e não aceitará incompetentes e incapacitados para dela fazer parte. Infelizmente, foi o que aconteceu nestes últimos 15 anos na administração deste País.

Espera-se que em 2018 ocorra uma renovação considerável no Congresso Nacional, nas Assembleias estaduais e Câmaras municipais, bem como nos cargos de chefia de governo. É uma doce ilusão. Tudo está sendo armado para que nada mude politicamente neste País. O povo tem mostrado que, mesmo inconformado, está aceitando passivamente os acontecimentos que, em conta gotas, está levando o Brasil a um fundo de miséria econômica, educacional, de saúde, de segurança e, a pior delas, miséria jurídica. A lei, ora a lei, será mero instrumento dos detentores do Poder ou que façam parte da Corte. Os membros dos atuais Poderes Executivos, Congresso Nacional, Assembleias e Câmaras, raras exceções, unem esforços para encontrar caminhos que não impeçam o retorno de todos ao circo da alegria. E, assim, se manter com as benesses que o Estado brasileiro, cândida e cordialmente, oferece ao dispor de suas riquezas conseguidas com o suor e trabalho do povo, explorado e subjugado porque desconhece o lado e o valor da qualidade de vida. Minha Casa Minha Vida, um carrinho na garagem e uns trocos para a farofa, é tudo que almejam.

Os bilhões que serão doados pelo governo às campanhas políticas para os partidos é um conto de fadas em relação a possibilidade de renovação. Todo esse dinheiro ficará sob a responsabilidade da administração dos partidos que irão direcionar maior parcela, evidentemente, àqueles que já estão no "mercado político" e sofrem de maiores chances de vencer as eleições, ou seja, os velhos e conhecidos políticos. Isto quer dizer que o candidato novo, nesse "latifúndio político", caso não tenha alguma participação partidária, terá que dispor de bom dinheiro para ver viabilizada sua candidatura. Caso nada aconteça de real controle na administração desse dinheiro, doado pelo povo via o Estado brasileiro, para a campanha, os mesmos estarão em 2019 no mesmo lugar onde hoje estão e você, eleitor, não terá do que reclamar.

Em 2018 Lulla irá para a prisão, mas será solto pelo STF. Dia 24 será condenado em segunda instância por unanimidade e não pode ser diferente diante do que este meliante aprontou com o Brasil nos últimos anos. Aliás, Lula é um passado que a mídia brasileira insiste em não sepultar, é o único zumbi que lhe resta. Estão amarrando acordos de bastidores em porões para sorrateiramente enganarem a população. Esses acordos passam por escolha de candidatos que se comprometerão a lutar contra os processos da Lava Jato em andamento e em comunhão com conhecidos membros da alta toga, se safarem das condenações que estão a caminho desses meliantes que desmantelaram o Brasil. Podem crer leitores, até o PT vai aderir ao pacto que está em montagem pelos líderes da atual política. A volta de todos é a salvação para muitas malas de dinheiro e muitas corridinhas com elas pelas avenidas.

Bem meus leitores, nota de crédito do Brasil rebaixada, ala de gasolina, gás e luz, estados quebrados, salários em atraso etc, nada se pode esperar de bom. A inflação caiu, mas não por motivos sustentáveis, dentro das regras normais de mercado e consumo, caiu porque não existe consumo, porque o País está parado, com desemprego em massa e péssima qualidade de salário. Não existe dinheiro para mais nada e nossa credibilidade no mercado internacional desabou. O ano vai correr com os acontecimentos voltados para o nada, as eleições. Até lá, só negociatas e ações "salva-vidas" na política e nada mais. Para você que, tendo ou não governo, sabe agir e trabalhar, poderá e deve ser um bom ano, como sempre demonstra o setor agropecuário. Politicamente e para o Brasil, é um ano perdido o 2018.

Rapphael Curvo é jornalista e advogado e escreve neste espaço aos sábados

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