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12.02.2018 | 00h00

Crianças e a internet

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Pesquisas que têm as crianças, jovens e a internet como foco estimam que 78% dos adolescentes checam seus telefones a cada hora e 50% deles se dizem viciados nos aparelhos. Além disso, metade dos pais afirma que é uma "batalha constante" controlar o tempo gasto pelos filhos diante de telas. Diante desse cenário, mais de cem especiaolistas e organizações internacionais em saúde infantil pediram ao Facebook que extinguisse o Messenger Kids, aplicativo de mensagens voltado a crianças com menos de 13 anos lançado recentemente. O pedido veio em uma carta aberta dirigida a Mark Zuckerberg e alerta sobre o estímulo irresponsável do uso do Facebook e outras redes sociais. Segundo os especialistas, crianças pequenas não estão prontas para ter contas em redes sociais e tampouco para navegar nas complexidades dos relacionamentos online. Se estes relacionamentos, não raro, causam mal entendidos e conflitos em adultos, imagine entre usuários com menos maturidade.

A carta menciona ainda os prejuízos ao desenvolvimento saudável das crianças e as armadilhas que podem estar por trás de um aplicativo anunciado pelo Facebook como uma solução divertida e segura para que os pequenos conversem, via vídeo ou chat, com amigos e familiares. O Messenger Kids é uma versão simplificada do Messenger, mas que exige o consentimento dos pais antes do uso. Além disso, os dados gerados não são usados para publicidade dirigida como acontece com outros aplicativos.

Entre lançar mão de um aplicativo de celular para "monitorar" as crianças em casa e substituir momentos como colocar na cama e contar uma história antes de dormir, há um abismo. Para muitos pais que trabalham fora, aplicativos de mensagem como o WhatsApp são uma ferramenta indspensável para manter contato com seus filhos e "checar", mesmo que de longe, a situação em casa. O que não se pode permitir, no entanto, é substituir a convivência pela interatividade virtual. Nada substitui a proximidade física entre pais e filhos e a importância dessa convivência para o crescimento saudável de uma criança.

É como afirmam os autores da carta: para conversar com familiares e amigos à distância, não é necessário ter uma conta no aplicativo, as crianças podem simplesmente telefonar.

A internet veio, aos poucos, ocupando muitos espaços na vida de pessoas de todas as idades e é inegável o seu poder de conectividade e a sua importância para os seres humanos do século 21. Mas, também no que existe de positivo, é preciso haver equilíbrio, limite e bom senso. Ainda mais quando há riscos envolvidos. Alguns estudos apontam para elos entre o uso de redes sociais, depressão e ansiedade entre os adolescentes. Quanto mais tempo passam conversando em redes sociais, menos satisfação dizem ter com praticamente todos os aspectos da sua vida diária, se consideram infelizes e têm maiores tendências em repetir comportamentos inapropriados como fazer dietas severas e outras coisas do tipo para se "encaixarem" dentro de padrões disseminados nas redes.

Se Zuckeberg vai dar ouvidos à mensagem repassada pelos especialistas na carta aberta não se sabe, mas cabe aos pais e familiares adultos conduzirem, da melhor (e mais segura) maneira, o contato dos pequenos com ferramentas da internet, entre elas as redes sociais e espaços de conversa, os conhecidos chats. Em se levando em conta tudo o que está em risco, vale mais uma orientação antiga e bastante simples, a de deixar as crianças pequenas em paz para que se desenvolvam sem as pressões do uso das redes sociais na vida delas. A educação das crianças na era digital já é difícil o bastante sem as influências do Facebook, Messenger e afins.

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