Cuiabá, Quarta-feira 26/09/2018

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27.06.2018 | 00h00

Piada pronta

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Segundo notas divulgadas em sites da Capital nesta terça-feira (26), o presidente da Câmara de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), pretende notificar a imprensa para que não mais se refira ao Parlamento usando o termo ‘Casa dos Horrores‘, um apelido que o Legislativo recebeu nos tempos em que houve uma espécie de ‘maré‘ de escândalos de corrupção envolvendo vereadores e que acabou ficando, graças à atuação (quase sempre) pífia dos parlamentares que passam por lá.

Muito trabalho...

Desde que assumiu, Justino Malheiros vem dizendo que trabalharia para pôr fim ao apelido ‘maldoso‘ que a Câmara ganhou anos antes de sua chegada à Mesa Diretora. Até agora, no entanto, a única coisa efetiva que foi feita nesse sentido é a tal notificação aos veículos de comunicação de Cuiabá. Se é que ela realmente vai chegar e ser considerada pelos empresários e jornalistas do setor.

... só que não

Da parte dos vereadores, até o momento, só se viu uma demissão em massa no final do ano passado porque o orçamento não foi calculado corretamente; uma tentativa dos parlamentares de concederem a si próprios o benefício do 13º salário, quando o país todo passa por crise econômica; uma mudança na Lei Orgânica do Município, mais uma vez, para beneficiar a eles mesmos, dessa vez, com o poder de assumir cargos em outros parlamentos, sem ter que renunciar à vereança; e mais recentemente (para não estender tanto assim a lista) a abertura de três CPIs só para evitar que investigações de verdade (se é que elas já ocorreram algum dia) atinjam o prefeito.

Circo

E tem mais. Justino Malheiros e a Mesa Diretora não têm moral para, sequer, pedir que a imprensa deixe de usar o termo ‘Casa dos Horrores‘, quando os próprios parlamentares se referem aos colegas e ao que é feito dentro do Parlamento como palhaçada.
É o caso de Renivaldo Nascimento (PSDB). O tucano, que, diga-se de passagem, é vice-presidente da Câmara, sempre que discorda de algo proposto pelos colegas, afirma na tribuna, sendo filmado e transmitido no site do Legislativo, que a Casa de Leis está se transformando em um circo, que os vereadores não sabem o que fazem, que as discussões levantadas lá não são sérias.
Como esperar que a população tenha outra impressão com um histórico desses?

Quem pode...

Afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Antonio Joaquim afirmou que, apesar de ter recorrido contra a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve seu processo de aposentadoria suspenso, não está mesmo interessado em se aposentar. A ideia por trás do recurso, segundo ele, é ‘fazer Justiça‘, para que outras pessoas não se tornem vítima da situação que ele enfrenta. Antonio Joaquim, aliás, já protocolou um pedido de desistência da aposentadoria no próprio TCE. Vai entender...

Quanto mais, mais difícil

Geralmente, na política, a tese de ‘quanto mais, melhor‘ não funciona muito bem. Quando o objetivo é montar uma chapa majoritária em que o número de cadeiras é limitado, piorou. Quem está prestes a enfrentar esse problema é o DEM, em especial o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, pré-candidato ao governo do Estado. Com três possíveis aliados e apenas duas vagas sobrando, o democrata vai ter que usar o jogo de cintura. Alguém vai ficar de fora e, geralmente, na política, esses ‘alguéns‘ costumam ficar bem chateados.

Um processo...

Investigado pelo Ministério Público Estadual sob a suspeita de estar morto desde a década de 1990, mas ainda recebendo salário pago pela Assembleia Legislativa, o servidor Luís Cândido da Silva, de 66 anos, conseguiu provar ao promotor de Justiça Célio Fúrio que continua recebendo salário porque ainda está vivo. Ao Gazeta Digital, Fúrio explicou que a denúncia é contra outra pessoa com o mesmo nome, mas CPF diferente.

...por outro

Seria um grande ‘ufa‘ para Luís Cândido da Silva, não fosse por um detalhe: o servidor ‘morto, mas vivo‘ é um dos tantos que foram efetivados pela Assembleia Legislativa sem fazer concurso público. E ao constatar que se tratava de pessoa viva, Célio Fúrio não teve outra alternativa senão reabrir o processo contra a estabilidade em cargo público obtida de forma irregular.
 

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