Cuiabá, Sexta-feira 21/09/2018

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25.02.2018 | 00h00

Comportamento

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Um dos fatos que surpreendeu na oitiva de Silval Barbosa foi o comportamento do vereador Renivaldo Nascimento (PSDB). Principal defensor do governador Pedro Taques (PSDB) na Câmara de Cuiabá e reprodutor do discurso de que o Estado só enfrenta essa situação difícil por culpa da gestão passada, o parlamentar não fez discursos inflamados como é sua característica. Nem mesmo quando o ex-governador reclamou de ser culpado por todos os problemas de Mato Grosso.

Sem quórum

E quando o Carnaval passou e o ano finalmente começou, a deflagração da operação Bereré, que cumpriu uma série de mandados de busca em gabinetes da Assembleia Legislativa acabou mantendo o plenário da Casa vazio. Somente uma sessão foi realizada ao longo da semana e, mesmo assim, não havia quórum o suficiente para aprovação de projetos.

Comprometedor

Silval Barbosa reafirmou o que Sílvio Cézar já havia dito: que o dinheiro entregue a Emanuel Pinheiro no vídeo que veio à tona em meados do ano passado era referente à propina e não a pagamento de pesquisa eleitoral. Apesar disso, revelou que a suposta participação do hoje prefeito no esquema de ‘extorsão‘ não foi assim tão comprometedora quanto a de outros deputados na época.

Aplaudido

Apontado por muitos como o governador que “quebrou” Mato Grosso, Silval Barbosa foi aplaudido pela população que acompanhava seu depoimento na CPI “do Paletó”, na Câmara de Cuiabá. A manifestação ocorreu quando o ex-chefe do Executivo rebateu a defesa do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que insistia na tese de que, não apenas Silval, mas também seu ex-chefe de gabinete, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, têm mentido para proteger suas delações premiadas.

Votação

Aliás, os deputados estaduais até chegaram a aprovar uma mensagem do governo do Estado na sessão que foi realizada na noite de terça-feira (20), mas com apenas 11 parlamentares presentes no plenário de deliberações. Para que uma sessão seja aberta na Assembleia Legislativa, são necessários oito deputados. As votações, no entanto, não podem ocorrer com menos de 13 deles presentes. Informações de bastidores dão conta que o projeto será apreciado novamente. Resta saber quando.

RDC

A mensagem em questão diz respeito à realização de obras do governo do Estado por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), o mesmo usado para “construir” o VLT e apontado como o motivo pelo qual a obra começou a ser executada sem todos os projetos prontos, o que teria causado todos os problemas que resultaram em sua paralisação. Mas a verdade é que o Estado já vem adotando o mesmo modelo em outros empreendimentos - inclusive na própria conclusão do VLT - e que a proposta em pauta na Assembleia só deve oficializar uma decisão já tomada.

Nada novo

O ex-governador disse que só falou com Emanuel Pinheiro sobre a propina uma vez quando os pagamentos atrasaram. Negou que o emedebista o tenha procurado para tentar demovê-lo da decisão de firmar acordo de delação, assim como destacou que o hoje prefeito não fazia parte da “comissão” criada para cobrar os pagamentos. Em outras palavras, Silval não entregou nada que os vereadores já não soubessem pelo que foi revelado ainda no ano passado.

Muito barulho

Em outras palavras, a CPI “do Paletó” tem causado muito barulho, mas ainda não ficou claro se os depoimentos estão servindo, de fato, para alguma coisa. É cedo para se chegar a qualquer conclusão, mas a impressão que se tem passado, até o momento, é que a turma contra a CPI pode ter razão: como comprovar quebra de decoro por meio de uma investigação desse tipo?

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